A revista mais premiada do Paraná
14 anos de história

Bola na Aldeia

Márcio Couto
Médico, escritor e entusiasta do esporte

Jogo contra o Azuriz confirmou pontos fracos da equipe

Publicado em: 30/05/2022


Cascavel perdeu em casa por 2x0

PRÉ-JOGO
Depois de um empate em Jaraguá do Sul contra o lanterna Juventus, o Cascavel voltou a jogar no Estádio Olímpico, enfrentando o Azuriz, que caíra do segundo para o terceiro lugar, após a vitória do Aimoré sobre o Juventus por 2x0.

A dificuldade enfrentada na rodada anterior, contra o Juventus, foi determinada principalmente pela presença do novo técnico, William de Matias, que foi campeão em Mato Grosso com o Novo Mutum, onde atuou por 3 temporadas – Matias conseguiu motivar o time.  A defesa, muito bem armada, e com jogadores buscando surpreender o Cascavel com rápidos contra-ataques.  

Tcheco ainda não conseguiu tirar desta equipe, que foi potencializada para a Série D com praticamente um novo time, o que tirou da equipe no ano passado. O treinamento de jogadas de ataque e saídas de bola da defesa precisa ser aperfeiçoado.

O meio de campo ainda não cria jogadas e também não defende contra-ataques, principalmente nas segundas etapas das partidas. A chegada do meia Júlio Pacato trás novo ânimo para a torcida – ele foi formado no Londrina e participou das campanhas de acesso na Série D e Série C do time paranaense, além de ter conquistado o título da Primeira Liga.

Em 2019, teve uma passagem de destaque pelo Toledo ao ser vice-campeão estadual. Júlio Pacato ainda foi campeão da 2ª divisão do Paranaense pelo São Joseense em 2021.

No ataque, as esperanças de gol eram para Rodrigo Alves, o Rodriguinho e Lucas Batatinha. Léo Itaperuna tem entrado bem nas partidas. Mas, se analisarmos as equipes que subiram no ano passado para a Série C, o Cascavel vai precisar de juventude e velocidade – o que ainda falta ao plantel.

Quatro atletas que estavam no departamento médico foram liberados para os treinos. São eles os volantes França e Jacy, o meia Tiago Luís e o atacante Lucas Coelho. França não foi relacionado para o jogo, e Lucas Batatinha se lesionou, com fissura na fíbula, ficará de fora algumas semanas.

O Azuriz faz um bom trabalho dentro e fora de campo, contando com investidores internacionais e mesmo do atleta Marcelo, lateral esquerdo do Real Madrid e da seleção brasileira por vários anos. É um clube/empresa formador de atletas. O nome homenageia a ave símbolo do Paraná, a Gralha Azul, que tem Azure como nome tupi-guarani.

O crescimento da equipe de Marmeleiros(centro de treinamento)/Pato Branco(local onde manda os jogos) é admirável pela rapidez e profissionalismo do crescimento como clube e time (jogadores, comissão técnica e diretoria). O que falta ainda é torcedores, mas é uma questão de tempo.

O Azuriz foi o décimo colocado no Estadual deste ano e chegou até a terceira fase da Copa do Brasil, batendo o Botafogo de Ribeirão Preto e o Mirassol, perdendo para o Bahia nos pênaltis. Vinha de uma vitória sobre o Aimoré em casa por 3x0. Obtera até agora 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Tem a segunda melhor defesa, sofrera apenas 4 gols – o Cascavel sofrera 3.

O ataque é seu ponto fraco até aqui, o terceiro pior do grupo, com apenas 7 gols, não desencantou, apesar da qualidade técnica dos jogadores  – o meia Natan trabalha como armador de jogadas (número 8) – não foi relacionado para o jogo, Jamerson bate bem de fora da área e o atacante Edson costuma entrar e fazer gols – sempre pelo lado esquerdo. A comissão técnica tem Fabiano Daitx e Gabriel Dutra,

Cascavel (14 pontos) - Azuriz, 11 pontos. Poderia a Serpente do Oeste perder até por 1x0 que terminaria o primeiro turno na liderança. Mas era jogo para mostrar força frente a uma grande torcida.  O Cascavel mantinha a invencibilidade e a liderança da competição, com 14 pontos, com 4 vitórias e 2 empates no grupo 8.

O Azuriz, neste domingo em casa e no outro, em Pato Branco, era o adversário a ser batido. Ganhar em casa e empatar fora não seria ruim – mas não foi o que aconteceu

O JOGO
O FC Cascavel até que jogou melhor que o Azuriz nos dois tempos, teve mais posse de bola, atacou mais, mas foi ineficiente na conclusão das jogadas - encontrou um time muito bem armado, que se defendia com duas linhas clássicas de 4 jogadores, mantendo dois atacantes para possível contra-ataque; e quando atacava avançava um ou dois meias, fazendo uma linha de 4/2/4 ou 4/3/3.

Foi o encontro das duas defesas mais fortes do grupo 8. As menos vazadas. Mas também dos ataques que não se destacavam, até esse jogo.

No primeiro tempo o Cascavel, demonstrando nervosismo,  chegou a levar algum perigo para o gol do excelente arqueiro Caio em duas ocasiões, com William Simões aos 38 minutos e Fabrício Bigode, o meio campista, aos 41 minutos.

Antes disso já perdia por 1x0, num pênalti cobrado com força e perfeição por Wellisson, aos 25 minutos, no canto esquerdo do arqueiro André Luís a bola bateu no braço do zagueiro Ítalo, que não teve sorte no lance. Houve uma situação duvidosa de um pênalti em favor do Cascavel, que Tcheco reclamou na entrevista ao final da partida.

Para o segundo tempo o Cascavel partiu para o ataque, de forma desordenada, ficando clara a necessidade de mais treinos, mais tabelas e mais paciência. Nos contra-ataques o Azuriz levava perigo, com André Luís salvando gols aos 6, 20 e 29 minutos.

Tcheco trocou jogadores no início e durante o segundo tempo, com Tiago Luís entrando bem na armação de jogadas, assim como Doka na lateral direita – que cruzou bolas e chegou a jogar uma delas no travessão. Muitas bolas jogadas na área, várias cobranças de escanteio, mas a defesa com jogadores altos do Azuriz ganhou todas.

Lucas Coelho e Rodrigo Alves tentaram dribles sem sucesso. Lucas fora de forma e Rodrigo numa tarde sem sorte. Léo Itaperuna se manteve apagado durante quase todo o jogo, mas perdeu um gol no final e tentou ainda um gol de bicicleta. Dos 32 minutos aos 40, parecia que o gol de empate era uma questão de tempo, tantas as chances de gol desperdiçadas.

Afinal, aos 49 minutos, foi o Azuriz que marcou, numa sobra de bola, um balaço indefensável de Pedrinho, que entrara no segundo tempo. 2x0 foi o placar final.

E houve também mais um lance, desta vez muito claro, de pênalti não marcado em favor do FC Cascavel Os poucos mais de 1600 torcedores, numa tarde que anunciava muita chuva, viram ainda um entrevero entre jogadores logo após o apito final. Mas vida que segue.

Muita dor de cabeça para o técnico e comissão técnica do time do Oeste para encarar novamente o Azuriz, em Pato Branco, no próximo final de semana.  Quem sabe com um pouco mais de sorte mas com muito treino, será possível um resultado positivo. O meio de campo e o ataque estão devendo.

O Azuriz é o líder pelo saldo de gol, seguido pelo FC Cascavel, com 14 pontos. Depois vem o Aimoré com 13 e o Caxias com 12. São Luís (9) e Marcílio Dias (8) vem na sequência, e Próspera (4) e Juventus (3) estão ficando para trás.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Expresse, fale, opine, sugira! Nós queremos fazer nossa Aldeia cada vez melhor.

Importante: Comentários com conteúdo sensível, impróprio ou que for considerado inadequado – por qualquer motivo, a critério do moderador – serão sumariamente deletados.

Deixe seu comentário.
© 2022 REVISTA ALDEIA Todos os direitos reservados.
Alguma dúvida? Nos te ajudamos. Ligue: (45) 3306-5751