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Cris na Europa!

Cris Canassa
Jornalista, dedicada à gastronomia, curiosa, vê simplicidade em tudo, ama descobrir coisas novas por aí, pelo mundo.

“Incêndios em uma Madrid alucinada”

Publicado em: 21/09/2021


O título da coluna deste mês traz o nome da obra escrita por Diego Iturriet Dias Canhada, brasileiro de origem e espanhol de coração 

Em março de 2020, Diego Iturriet Dias Canhada, vivendo sozinho em Madrid, explodiu a pandemia do coronavírus e a capital espanhola foi duramente atacada pelo vírus. Foi quando ele começou a escrever e publicar, em suas redes sociais os “Diários de Quarentena”.  

Foi a maneira que ele encontrou para alertar seus conterrâneos brasileiros sobre o que estava por vir e expressar o que sentia. Esses textos tiveram uma enorme repercussão e foi através deles que eu o conheci. Certo dia, uma prima me marcou em uma de suas publicações e escreveu o seguinte: “vejo você no que ele escreve”. 

Comecei a segui-lo e logo em seguida trocamos mensagens, compartilhando informações e experiências acerca do lockdown aqui na Europa.

A partir desses diários, surgiram também as “Colunas da Nova Normalidade” - que são uma espécie de continuidade dos diários, após o confinamento - e o “Caos Pandêmico” - uma série de lives, atualmente extinta, com diferentes convidados para discutir sobre a pandemia. Fui uma das primeiras entrevistadas nesse espaço.

Com o incentivo de suas leitoras, majoritariamente mulheres, e também sob influência de escritores como o japonês Haruki Murakami, o Diego resolveu escrever uma novela de ficção intitulada “Incêndios em uma Madrid alucinada”.

Essa pequena obra conta a história de um engenheiro inglês que, após uma tragédia no seu país de origem, se matricula em uma faculdade de Psicologia em Madrid para fugir do pesadelo em que sua vida havia se transformado. 

Ao buscar um local para desabar, começa a dividir apartamento com Sofía: uma madrilenha que, após sair de um casamento frustrado, desistiu dos homens e estava apaixonada por seu vibrador. Na faculdade, esse engenheiro narrador conhece Montanha, um brasileiro que a família enviou para estudar na Europa como forma de evitar mais problemas com a polícia e com as drogas.

Ao redor desses três personagens surgem uma série de histórias cômicas, surrealistas, eróticas e dramáticas. Novamente, fui uma das primeiras pessoas a ler o livro.

Em um prefácio que ele acaba de escrever e me mandou dias atrás, ele escreveu: “É importante dizer que tenho plena consciência de que essa pequena novela está anos-luz de distância das mais diversas criações assinadas por alguns mestres da literatura e do pensamento que, através de suas obras, me salvaram em muitos momentos da minha vida.

E que me permitiram ter uma existência muito mais rica e significativa do que se eu não tivesse conhecido o que deixaram registrado. Minha gratidão por alguns desses nomes é impossível de descrever em palavras, já que foram e são tão ou mais importantes do que a maior parte das pessoas com quem eu pude conviver em minha vida.

Com todas as minhas limitações como escritor, que são evidentes, tentei a todo momento honrar essa tradição”.   

Em junho deste ano (2021) eu soube que teria alguns dias de férias no mês de agosto. Já lhe considerando um grande amigo, decidi comprar minhas passagens para visitá-lo em Madrid. Por coincidência, a capital espanhola estava ardendo: foram alguns dos dias mais quentes do ano por lá.
 


E eu nunca senti tanto calor antes, era realmente um incêndio. De todas formas, foram especiais os momentos que passei ao lado da pessoa que me salvou diversas vezes com sua escrita: minha breve passagem por lá me presenteou com uma experiência incrível. 

Por conta do forte calor e por que dessa vez a minha intenção não era fazer turismo, visitei poucos lugares. Entretanto, consegui o que eu mais queria nessa viagem: conhecer melhor a pessoa que está por trás desses escritos, o local onde nasceram esses textos e visitar alguns dos locais que serviram de cenários para “Incêndios em uma Madrid alucinada”.

A obra está pronta, em breve estará disponível nas plataformas virtuais no formato digital e impresso. Não preciso dizer que eu recomendo muito a leitura, mas reconheço que sou suspeita de falar sobre o assunto.

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1 COMENTÁRIO(S)

Amoo ouvir historia baseada na vida real
comentado por Leonice em 21/09/2021
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