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É preciso falar sobre limites

Publicado em: 28/02/2019

É possível estabelecer limites sem drama, sem violência física/verbal e com sucesso? Sim, mas é preciso paciência e dedicação! Existem algumas categorias de limites e maneiras adequadas para que sejam estabelecidos


Iniciando o ano escolar, que tal falarmos sobre limites? Limites, ou a falta deles, não é uma preocupação nova, já em 1762 o filósofo Jean-Jacques Rousseau escreveu sobre o assunto:
"Sabeis qual é o meio mais seguro de tornar miserável vosso filho? É acostumá-lo a obter tudo, pois, crescendo seus desejos sem cessar pela facilidade de satisfazê-los, mais cedo ou mais tarde a impotência vos forçará, ainda que contra a vontade, a usar da recusa. E essa recusa inabitual dar-lhe-á um tormento maior do que a própria privação do que deseja." (Ibid., p.86) ROUSSEAU 1762

É possível estabelecer limites sem drama, sem violência física/verbal e com sucesso? Sim, mas é preciso paciência e dedicação! Existem algumas categorias de limites e maneiras adequadas para que sejam estabelecidos.

Limites de proteção: impedem que a criança coloque ela mesma, algo ou alguém em perigo: “Você não deve bater no papai/amigo!”, “Não pode jogar o hamster/a boneca pela janela do apartamento.” “É proibido dirigir sem habilitação.” 

Limites da família: é o “regimento interno”. “Primeiro banho, janta e tarefa para depois assistir às “telas””. “Sempre que sair de casa, avise aonde vai e que horas volta”. 

Limites de convivência: “Xixi/cocô devem ser feitos no banheiro”; “Use sempre: por favor, com licença e obrigada”, “Respeite o outro, mesmo que não vote para o seu candidato”. 

E agora? Como trabalhar estes limites para que sejam seguidos? Apresente-os com amor e paciência. Limites podem ser até divertidos se forem bem entendidos! “Você não pode desenhar na parede, mas pode desenhar nessa folha colorida, vamos desenhar juntos?”

Gritar ou simplesmente dizer que não pode diminuirá a chance desse limite ser respeitado. 

Agir no início do comportamento inadequado, não importa onde você esteja, estabeleça o limite imediatamente.

“Não devemos comer a bolachinha antes de passar no caixa”. Ceder aos limites deve ser exceção: ainda que a criança faça a pior birra, não ceda por falta de paciência, por estar em um lugar público, etc. Mantenha-se firme. Porém, em certas situações podem sim haver exceções. A vida não deve ser uma ditadura.

“Já são 9h, mas a priminha de outra cidade está visitando, então hoje vamos dormir às 10h.” Estabelecer limites começa dentro de casa com a prática da autoridade de pai e mãe, por meio de bons exemplos. Se formos bons modelos, nossos filhos irão nos admirar e respeitar, portanto os limites por nós estabelecidos farão sentido e teremos mais chances que sejam seguidos.
 

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