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Filhos online

Publicado em: 15/04/2019

O mundo virtual invadiu a vida de nossas crianças, ou elas já nasceram dentro desse mundo? 

Qual é o limite entre o real e virtual? Será que nossas crianças sabem? Será que nós sabemos? Enquanto eu conversava com a mãe do Bruno, de 7 anos, sua irmãzinha de 2 anos puxou o livro que estava sobre a mesa e, deslizando o dedinho na capa, perguntou: “Não passa, mamãe?”. Demorei alguns segundos para perceber que ela confundiu o livro com um tablet. A mãe tentou explicar: “ah, ela tá achando que é como o tablet dela. É um livro, filha, não é o tablet, não passa, tem que virar a página, olha...” 

Então, se chegamos ao ponto em que crianças estranham o livro, o papel, e são mais familiarizados com o tablet, com a tela, fica fácil de entender o tamanho da influência que o mundo virtual exerce sob nossos filhos, o poder é tão grande que consegue entrar em nossas casas e ensiná-los a cortar os pulsos, cena real que nos horrorizou e viralizou na rede recentemente. 

O que fazer, então? Devemos cortar a internet e riscar as telas da vida de nossos filhos? Devemos colocá-los em uma bolha protetora, alienando-os do restante do mundo? Acredito que essa não seja a melhor alternativa, e, como para tudo nessa vida, entendo que o segredo é o equilíbrio, a orientação e a supervisão. Pois é, vai dar trabalho! E para quem não entendeu ainda, vou explicar: trabalho e filho(a) são sinônimos! A tarefa de criar filhos não é fácil na vida real e muito menos na virtual.

E como conseguir esse equilíbrio sem colocar nossas crianças em risco? Como controlar e supervisionar nossos filhos online? Um bom começo é informar-se. Entenda como funcionam os buscadores; o próprio Youtube tem um protocolo de segurança para crianças. Já o Google tem um guia na central de segurança, o qual foi elaborado com a colaboração de ONGs, este instrui pais e adultos desde como comunicar-se com os filhos, até em como usar as ferramentas delimitadoras: bit.ly/googlefamília. 

No entanto, o grande segredo está em orientar as crianças da maneira correta, tomando cuidado para não fazer drama, para não cortar o canal de comunicação com elas. A conversa, a negociação e o estabelecimento de limites devem ser conduzidos com sabedoria e ponderação. Seu filho deve ter a autonomia que você determinar, de acordo com a idade da criança e com a rotina da família. Talvez não funcione sempre, mas com certeza reduziremos muito as chances de tragédias em qualquer idade, tanto no mundo real quanto no mundo virtual, dentro e fora das telas.

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