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Eduque para conviver com a diferença

Publicado em: 29/08/2019

Tolerância e coexistência são pré-requisitos para uma vida plena. Devemos educar para que nossas crianças vejam as diferenças de uma maneira menos resistente, menos preconceituosa


“Pode-se medir nosso grau de barbárie ou civilização por como percebemos e acolhemos os outros, os diferentes. Os bárbaros são os que consideram que os outros, porque não se parecem com eles, pertencem a uma humanidade inferior e merecem ser tratados com desprezo ou condescendência. (...)Ser civilizado significa ser capaz de reconhecer plenamente a humanidade dos outros, ainda que tenham rostos e hábitos diferentes dos nossos”. T. Todorov, 2008.

Um dos meus sonhos mais utópicos é viver o dia em que todos os humanos serão reconhecidos simplesmente como seres humanos, já que perante a lei dos homens e a lei de Deus todos temos os mesmos direitos e deveres.

Nossa noção de mundo e construção de conceitos acontece através de comparações entre o que aprendemos através das experiências de vida e o que enxergamos no outro.
Analisando um exemplo simples, como hábitos alimentares: a maioria dos brasileiros tem por hábito comer pão com manteiga ou geléia no café da manhã. Assim, quando descobrimos que os japoneses comem misoshiru (espécie de sopa) no café da manhã, sentimos grande estranheza.

Nosso cérebro registra hábitos aprendidos e os grava como “corretos” até por uma questão inconsciente de “sobrevivência”. Então, se nos oferecerem misoshiru para o café da manhã, provavelmente não aceitaremos. Mas por que não aceitar? Ao menos provar? Não é isso que queremos das crianças? Que sejam capazes de experimentar, raciocinar e avaliar suas experiências sem medos ou preconceitos? Bem, a grosso modo, é mais ou menos dessa forma que nascem os preconceitos, os julgamentos e até mesmo o bullying, os quais nossos filhos aprendem e reproduzem em seus grupos de convivência.
Devemos educar para que nossas crianças vejam as diferenças de uma maneira menos resistente, menos preconceituosa.

Se a educação familiar não incentivar ou pelo menos estimular a tolerância e a convivência com as diferenças, nossos filhos poderão desenvolver medo à mudança e dificuldades de relacionamento, o que ocasionará em perda de oportunidades de aprendizado e consequentemente bloqueios no crescimento pessoal e profissional. Queridos pais: assim como a tolerância, o preconceito é aprendido, não nascemos tolerantes ou preconceituosos, por isso precisamos ensinar nossos filhos que a opinião do outro merece tanto respeito quanto a opinião deles mesmos.

 

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