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FOMO, JOMO? Qual é a sua?

Publicado em: 23/04/2021

Nesta era digital as siglas “trending”, F.O.M.O. e J.O.M.O., criadas depois da ascensão das redes Sociais digitais, nos falam sobre ansiedade, estresse e cansaço, sentimentos que já eram nossos conhecidos bem antes do “boom” das redes sociais

Qual é seu F.O.M.O.? 
O meu com certeza é estar nas redes sociais, ver posts de trocentas lives e cursos sobre assuntos que eu adoro. Fico imediatamente ansiosa, quero assistir todas as lives, fazer todos os cursos, não quero perder nada, aí me bate aquele FOMO – Fear Of Missing Out, ou em bom português, me bate aquele medo de ficar por fora.

Claro, que esse é só um exemplo de FOMO, depois das redes sociais digitais, mas já tive muito FOMO, antes disso. Quando adolescente, se eu adoecia no final de semana e não saia com os amigos, batia aquele medo de ficar por fora do que a galera estava fazendo, do que estava acontecendo no grupo. Por isso, entendo que o FOMO não é um sentimento que nasceu com as redes sociais digitais, mas foi sim enfatizado por elas, na medida em que nos expomos e somos expostos às mesmas, temos acessos á uma imensidão de informações, que costumavam chegar até nós de maneira bem menos intensa.

Que tal “tacar” um J.O.M.O.?
Lembro bem de algumas ocasiões em que saia do trabalho e só queria chegar em casa, ficar com a família, descansar, mas tinha uma reunião, jantar, festa, inauguração ou qualquer outro compromisso, que por motivo de trabalho, família ou por puro medo de ficar por fora, eu acabava comparecendo e consequentemente me sobrecarregando. No final das contas acabei entendendo que o cansaço e o estresse não compensaram em nada. Hoje entendo que poderia ter exercitado o J.O.M.O. - Joy Of Missing Out, ou adaptando para o português, poderia ter exercitado a satisfação de ficar por fora e sobrevivido bem e com muito mais saúde emocional. 

Para combater o F.O.M.O. e toda a carga de ansiedade que ele nos impõe, exercite o J.O.M.O. joy of missing out, exercite a satisfação de ficar por fora, mesmo que seja temporariamente. Em tempos de pandemia, é bem verdade que a demanda passou a ser bem maior no digital do que no presencial, mas essa demanda digital pode ser tão ou mais cruel do que a presencial. Por isso, sair das telas, dar um tempo nas redes sociais, dar um tempo do celular, não se obrigar a assistir “lives” de todos os amigos, clientes, aluno se ou familiares, pode ser um alívio bem grande. Como preconiza a sabedoria popular: “A ignorância é uma benção!”, um tanto radical na minha opinião, mas tenho que admitir que, às vezes é muito bom tacar um J.O.M.O. e ficar bem de boa.
 

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