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Lições da crise

Publicado em: 10/07/2017

A recessão econômica, no Brasil, esmagou muitos sonhos nos últimos dois anos, principalmente das classes de menor renda, com uma nova realidade. A ilusão de que tínhamos atingido um estágio de renda que nos permitisse viver melhor nos colocou numa situação conjunta de endividamento e de baixa do nível de renda e, em muitos casos, até de drástica redução do seu nível, via desemprego.

O Estado que pode e banca tudo, como saúde, educação, segurança, transporte, infraestrutura produtiva e urbana, crédito subsidiado para famílias e empresas, aposentadorias e complemento de renda aos mais pobres, não está mais aguentando tais encargos de forma satisfatória.

A recessão diminuiu a produção e a arrecadação de impostos e promoveu maior demanda de recursos do Estado. Essa conta não fecha. Aliado a isso, temos uma classe mais abastada de renda e dona da maior parte da riqueza do país cada vez mais apegada ao poder e dependente dos mesmos recursos do Estado. Esses concorrem nesse jogo com um poder muito maior, pois agem nos bastidores e têm muito mais força e efetividade em suas ações.

O que resta fazer às classes de renda média e baixa, diante da situação atual? No meu modo de agir e pensar, nos resta promover a mudança dessa situação pela via da educação produtiva e financeira. Precisamos aprender a produzir mais e melhor e a administrar melhor nossas finanças pessoais. Não adianta se iludir com essa demonstração populista e irresponsável que pela via política daremos conta dessa mudança. A realidade tem nos mostrado que só a política e o “modelo econômico” atual não dão conta disso.

A questão nacional se resolverá melhor pela solução das questões pessoais. Cada cidadão que investir mais tempo na sua educação profissional e financeira e aprender a produzir mais, com melhor qualidade e com maior produtividade, vai ganhar mais, vai viver melhor e terá mais condições de impor sua vontade, nesse campo onde as forças são tão desiguais, sem depender tanto da atuação do Estado, porém com maior capacidade de influenciar as decisões no âmbito da economia e da política.

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