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Andressa Parizotto Ledur
Acadêmica de publicidade e propaganda, artista e apaixonada por comunicação
SÉRIE

Round 6, uma crítica ao capitalismo

Publicado em: 15/10/2021


Qual é o preço da verdade? E quanto custa uma mentira?
Round 6 (série)

A nova série mais assistida da vez na Netflix é a sul-coreana, Round 6. Uma narrativa que tem como principal foco os jogadores de uma misteriosa oportunidade, que promete tornar milionários os integrantes que, em totalidade, estão afundados em dívidas.

Durante o desenvolvimento da história, com um roteiro envolvente e emocionante, conhecemos todos os participantes do jogo, que, apesar de estarem todos endividados, possuem motivos pessoais diferentes: o personagem principal apresenta vício em jogos de apostas, alguns são empresários com dívidas milionárias, outros querem ajudar a família que passa por problemas, além dos que precisam viajar para reencontrá-los ou que precisam do prêmio para poder custear os gastos com filhos.

Até aí tudo bem, um prêmio em dinheiro para quem chegar até o final. Mas após o primeiro round, que é uma brincadeira de rua infantil (como o jogo “estátua”, que conhecemos aqui no Brasil) percebem que não será tão fácil...

Quem perde o jogo, morre. Assim a série te prende durante os 9 episódios, com cerca de 50 minutos cada um, e que deixam sempre a expectativa do que ocorrerá no próximo, claro, com alguns plot twists bem legais (sem spoilers, prometo!).

A série é uma grande crítica ao capitalismo e faz com que reflitamos o valor da vida de um ser humano, e até que ponto chegamos para conseguir dinheiro. Matar e morrer por um pedaço de papel que controla o mundo. Queria fugir da política dessa vez, mas cada vez fica mais complicado. Como no caso de quando dinheiro de vacinas para evitar uma pandemia mundial é desviado em prol da riqueza pessoal. Pronto. Externalizei.

Fora toda essa temática de problematização contra o capitalismo e a conduta humana, gostei muito das personalidades diferentes de cada personagem, assim como as mudanças de enquadramento e temporalidade da narrativa. Não entendo e nem estudo nada de cinema, mas adoro filmes estrangeiros (no caso, não americanos ou brasileiros), por essas pegadas com narrações, cortes e visões diferentes.

A série se constrói a partir de brincadeiras coreanas, mas que lembram muito as que costumávamos brincar nas ruas daqui também. É muito doido pensar que sua vida depende de você chegar até o final de uma amarelinha sem colocar o pé no chão, né? Essa tensão permanece em todos os rounds.

Obrigada por acompanhar mais uma resenha. 
Comenta aí o que você quer ver por aqui, e/ou o que achou desse texto.

Até a próxima! (:
 

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1 COMENTÁRIO(S)

Uma leitura leve, um ponto de vista interessante. Adorei.
comentado por Danieli em 18/10/2021
Obrigadaaa amiga! ❤
 
comentado por Revista Aldeia em 19/10/2021
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