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Andressa Parizotto Ledur
Acadêmica de publicidade e propaganda, artista e apaixonada por comunicação
MEDITAÇÃO

Sobre o entretenimento que é viver e a meditação

Publicado em: 18/04/2022
Como já dizia Pedro Scooby: “A vida é irada mano, vamo curti!”

Não quero discutir aqui o quanto estamos em um momento tecnológico acelerado, com inovações a cada segundo e o estresse que isso gera. Quero relatar um pouco da minha jornada na meditação, e como as interpretações da realidade mudam conforme o foco que damos às coisas.

Fui em alguns encontros de meditação zen budista quando morava em Curitiba, lá por 2018. As práticas eram abertas e gratuitas a toda a comunidade. Quando fui, cerca de dez pessoas participavam. O “instrutor” passou as coordenadas da melhor posição para sentar no Zafu (uma almofada específica utilizada durante a meditação), a posição das mãos e um pouco da teoria.

Não podíamos falar nada durante a prática nem fazer qualquer movimento. Eram aproximadamente 40 (longos) minutos encaramos a parede. Cãibra, desconforto, sede, calor… deu pra sentir tudo isso nesse tempo que pareceu infinito. 

No final da prática, sentávamos em um círculo e compartilhávamos bolachinhas e chá, durante uma conversa com todos os integrantes. Aqui era o espaço para o relato de experiências com a filosofia e discussões sobre os sentimentos durante a prática.

Nesse ponto aqui eu já estava mergulhada em livros sobre o tema e querendo estabelecer uma rotina para este momento de atenção plena. O objetivo principal que eu buscava durante as práticas era a percepção do presente. Como cada sensação chegava e ia embora. 

Correntes de ar, calor, frio, pensamentos que íam e vinham, tudo isso sendo percebido sem julgamento nem tentativa de mudança. Se percebia que o pensamento se distraía, voltava para o presente, a sensação que o chão causava, aos barulhos dos carros na rua ao lado, as conversas dos apartamentos por perto… 

Os resultados dessas práticas são bem visíveis depois de um certo tempo. A atenção plena leva - de maneira comprovada cientificamente - a uma redução dos sentimentos desencadeados pelo grande fluxo de informações que recebemos toda hora. Burn out, fomo, ansiedade e a procrastinação podem ser combatidos com práticas regulares.

O negócio é focar nas minuciosidades do presente e conseguir perceber com clareza quais são as melhores saídas e soluções para as situações que surgem. Além de desenvolver consciência de respostas que buscamos, a “técnica” de atenção plena (ou mindfulness) torna o dia a dia mais leve, voltando a nossa atenção ao que realmente importa na jornada de cada um.

Se ficou com vontade de iniciar/retomar esse tipo de prática, recomendo muito o aplicativo “Medito”, disponível para Android e IOS. Ele começa com práticas simples, rápidas e guiadas, e você pode escolher o seu método preferido: com ou sem música, vozes femininas ou masculinas, para crises de ansiedade, para concentração, etc.

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