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Cadê o despertador?

Publicado em: 29/08/2019

Falando em matar, quanto mais estudamos o comportamento humano, mais matamos o nosso semelhante. Matamos porque não temos maturidade ou estrutura emocional para ouvir um “não”

Estudamos muito, podemos falar vários idiomas, nos aperfeiçoamos em muitas áreas, mas ainda não aprendemos quase nada. Usufruímos de alta tecnologia em todas as áreas e em todos os sentidos. Vamos literalmente para o espaço, mas somos como baratas morando no meio do nosso próprio lixo. Até os nossos gigantescos oceanos estamos conseguindo matar afogados no lixo.

Falando em matar, quanto mais estudamos o comportamento humano, mais matamos o nosso semelhante. Não matamos para saciar a fome ou para defender o território, como fazem os sábios animais irracionais. Matamos porque não temos maturidade ou estrutura emocional para ouvir um “não”. Matamos porque somos incapazes de nos colocar no lugar do outro e porque somos criaturas egoístas e cruéis. E mais, estamos vivendo um absurdo tão grande que assassinos confessos de pai e mãe têm direito a indulto do dia das mães, assegurado por lei. 

Somos fortes, determinados e geniais a ponto de criar ferramentas fantásticas que facilitam o nosso dia a dia. Por outro lado, somos tão fracos e dependentes que nos deixamos escravizar por qualquer máquina criada por nós mesmos. 

Descobrimos antídotos e vacinas para combater velhas doenças que poderiam ser evitadas com uma dose de bom senso e uma simples faxina no quintal. Alteramos a essência do nosso solo, das nossas sementes e da nossa própria água para lucrar mais. Mas, tudo bem, porque somos inteligentes o suficiente para criar medicamentos tão fortes quanto os venenos e assim, às vezes, conseguirmos nos curar dos vários tipos de câncer que nos acometem. 

É claro que não podemos ser hipócritas porque dinheiro é bom e é necessário. Mas é preciso prestar atenção ao altíssimo preço que se paga por ele. A decadência da humanidade avança a passos largos e, do jeito que a coisa anda, logo vamos caminhar como os nossos ancestrais. Penso que falta pouco para isso, pois já usamos sons monossilábicos e sinais para nos comunicar. Daí a andarmos curvados é um passo.  É preciso abrir os olhos com urgência para podermos acordar. Porém, ainda não descobrimos qual é o despertador capaz de fazer isso.


 

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1 COMENTÁRIO(S)

Triste, mas verdadeiro!
comentado por Nelci Lisiak em 06/09/2019
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