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A melancia e as lembranças de Natal

Publicado em: 10/12/2020

Neste fim de ano, para suavizar um pouco essa dura realidade, que tal fazermos um exercício lembrando dos Natais lá da nossa infância?

Este ano foi muito diferente dos anteriores, fomos apresentados a um inimigo invisível e mortal. Neste ano, fomos impedidos de sair de casa e aprendemos a trabalhar dentro de um novo formato, nossas crianças não puderam mais ir à escola. Neste ano, adotamos um novo padrão de comportamento e passamos a ter o medo, o desemprego, a fome e o luto como vizinhos bem próximos.  Neste fim de ano, para suavizar um pouco essa dura realidade, que tal fazermos um exercício lembrando dos Natais lá da nossa infância?

Estamos em dezembro, uma época em que a maioria das pessoas fica mais vulnerável emocionalmente. São dias de nostalgia e saudade, são dias nos quais somos flagrados lembrando principalmente de Natais de quando éramos crianças e todos estavam presentes. São lembranças como a espera de alguém especial, o cheiro gostoso que vinha da cozinha, o cochichar dos adultos tentando distrair as crianças para que não reconhecessem aquele tio querido dentro da roupa de Papai Noel e tantas outras boas recordações. Lembro-me de uma ocasião em que minha avó materna, dona Porcina, me colocou dentro de uma grande bacia junto com uma melancia enorme, só porque eu estava com vontade de comer a fruta. 

Eu deveria ter uns cinco anos de idade e ela me deu uma melancia inteira, foi emocionante e inesquecível. Era véspera de Natal, as mulheres da família estavam muito ocupadas e a casa estava limpinha. Para fazer as vontades da neta, sem correr o risco de lambuzar tudo, minha sábia avó uniu o útil ao agradável e nós duas ficamos felizes. Pensando bem, acredito que aquela melancia não era tão grande e nem tão saborosa, eu é que era pequena e enxergava tudo com olhos de criança. Essa é uma das lembranças de Natal mais doces que eu tenho. Com certeza, você também acabou de se lembrar de algum episódio feliz dos seus Natais de criança. 

Essa é uma época mágica para os pequeninos, o que só faz aumentar a nossa responsabilidade de promover aos nossos filhos e netos Natais inesquecíveis. E para isso, penso que não precisa de dinheiro porque esse investimento tem outro valor. Na verdade, ele tem outros valores como tolerância, empatia, solidariedade, disposição, atenção. O que talvez custe um pouco de tempo e de boa vontade, mas que será de grande valor para quem os receber, sejam crianças ou não. E fique certo de que esses investimentos renderão uma infinidade de boas lembranças a curto, médio e longo prazo. Feliz Natal!

 

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