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GESTÃO DE EMPRESAS

ONBOARDING

Publicado em: 19/06/2020

O que é Onboarding? Conjunto de ações que têm como objetivo acolher, adaptar e capacitar os profissionais recém-contratados em uma organização e sua cultura. Em inglês, onboarding significa “embarcar”, ou seja, mergulhar na cultura de uma organização. 

Qual a ligação do Onboarding com Turnover, tema que falamos no encarte de Gestão de Empresas do mês de maio? O onboarding, quando devidamente realizado, reduz consideravelmente o turnover dentro das organizações. Isso acontece porque o novo colaborador se sente parte importante, acolhido verdadeiramente.

Um dos principais objetivos do Onboarding? O primeiro objetivo é fazer com que o colaborador recém-contratado entenda o seu papel dentro da organização e o execute da melhor forma possível, no menor tempo possível.

Benefícios do Onboarding? Quando você realiza o onboarding da forma correta, você reduz a chance do seu colaborador deixar a organização, alcança a produtividade máxima do colaborador em menos tempo e faz com que ele entenda exatamente o que está fazendo e por que está fazendo.

Quem é responsável pelo Onboarding? Há muito tempo, o departamento de RH era o responsável por treinar e capacitar um colaborador, mas isso mudou. Atualmente, a principal responsabilidade é do próprio departamento onde o novo colaborador vai atuar. Mas isso não impede de outros departamentos se envolverem no processo. Para você entender melhor, quando você está na autoescola, aprendendo a dirigir um carro, você tem um instrutor que lhe ensina a prática e outro (normalmente não é o mesmo) que lhe ensina a teoria. Os dois participam de uma espécie de Onboarding com você, mas com quem você passa a maior parte do tempo? Isso mesmo, aquele que lhe ensina a prática.

Por onde começar? Comece pelos detalhes. Provavelmente você tenha softwares e ferramentas específicas para a rotina de trabalho do novo colaborador. É ideal que você comece pensando nos detalhes da utilização dessas ferramentas. Por exemplo, se você usa um sistema de telefonia diferente, é importante orientar o novo colaborador ao utilizá-lo para não desligar na cara do cliente, por engano.

Qual o papel das tecnologias no Onboarding? Fundamental! Por exemplo, você pode gravar videoaulas para passar aos seus novos colaboradores. É claro, estamos falando de um ambiente com pessoas. Então não vá deixar o seu novo colaborador trancado em uma sala para fazer cursos e mais cursos. Mescle orientações e explicações ao vivo com os cursos que ele poderá realizar ao longo de algum período. Além disso, tecnologias têm um papel fundamental na hora de medir o desempenho do seu novo colaborador. Você deve dar tecnologias para que ele possa trabalhar e utilizar as mesmas tecnologias para acompanhá-lo.
 
Na prática, como montar um programa de Onboarding?

O segredo é criar um cronograma gradativo para os 3 meses de experiência e realmente aproveitar esse período. Antes de mais nada, esta dica é para quem busca profissionais que saibam trabalhar em equipe, sejam curiosos, inteligentes e que não só saibam receber feedback, mas, sobretudo, que saibam aplicá-los.

Ou seja, ter experiência na área é algo importante, mas existem outras prioridades aqui. É importante deixar isso claro porque este programa servirá para testar todas essas competências e para fazê-lo aprender durante o período de experiência.

O primeiro mês deve ser direcionado para estudo. Existe alguma certificação na sua área? Você gravou alguma videoaula para explicar ao seu colaborador sobre como ele deve executar o trabalho dele? Planejou algumas reuniões para isso?

Além disso, coloque-o com algum colega mais experiente para que ele veja, na prática, como a teoria é aplicada. A melhor forma de avaliar se ele absorveu os conhecimentos necessários é pedir para que ele apresente um ou mais seminários durante esse período de estudo. Você vai conseguir avaliar vários aspectos com esses seminários.

No segundo mês, é hora de colocar um pouco de teoria na prática. Dê a ele alguma responsabilidade e defina uma meta baixa para que ele possa trabalhar para alcançá-la.

Procure colocá-lo em um ambiente confortável e controlado, com casos mais simples de se trabalhar, mas, ao mesmo tempo, mensuráveis. Afinal, no final do segundo mês você precisará avaliar se ele alcançou a meta.

No terceiro mês, é hora de fazê-lo “nadar com os tubarões”. Você o colocará nas situações mais difíceis de serem resolvidas. Se uma falha implicar num prejuízo grande para a empresa, coloque-o sob a supervisão de um colega mais experiente. Caso contrário, deixe-o por conta própria. Estes são os casos onde você vai definir uma meta que ele não poderá alcançar. Afinal, você precisa entender como ele se comporta em situações difíceis.

No final dos três meses, você saberá exatamente as forças e as fraquezas do seu novo colaborador. Se ele bateu todas as metas, ótimo! Caso contrário, se você for efetivá-lo, terá condições de orientá-lo sobre os pontos que ele ainda precisa melhorar. Bom, espero que essas ideias sejam úteis para você criar o seu plano de onboarding dentro da sua empresa.

 

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