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Uma deficiência sensível da mente humana

Fundação Logosófica - Em prol da superação humana

Publicado em: 12/07/2021

Da Coletânea da Revista Logosofia  1


Existe em quase todos os seres humanos, mais acentuada em uns do que em outros, uma deficiência do mecanismo mental que costuma ser causa de muitos sofrimentos, ao interromper e dificultar o desenvolvimento normal da vida. Essa deficiência é o esquecimento. 

Para a Logosofia, o esquecimento é uma espécie de morte daquilo que antes teve vida no cenário das recordações. Enquanto todo instante passado estiver presente na mente, a existência mantém-se conectada a tudo o que pertence ao mundo de seus pensamentos e afetos.

Quantas vezes o esquecimento obriga a reeditar fatos e experiências à custa de novos esforços e preocupações! Em toda aprendizagem, seja da índole que for, ele constitui a dificuldade maior com que tropeça aquele que aprende. Quanto ao esquecimento do bem recebido, isto leva o ser à ingratidão e, naturalmente, costuma fechar-lhe muitas portas, que ele não vai encontrar abertas quando, recorrendo à recordação, voltar a bater nelas.

O esquecimento também diminui a autoridade das pessoas e chega até a desconceituá-las perante seus semelhantes; é o caso dos que esquecem suas promessas ou, simplesmente, suas palavras, sendo que estas foram pronunciadas em determinadas circunstâncias para inspirar confiança e fazer com que merecessem todo o crédito possível. 

O esquecimento, nestes casos, costuma extraviar os seres numa série de confusões, pois que, não tendo o bom cuidado de guardar com fidelidade o exposto ou feito em tal ou qual ocasião, expõem-se ao perigo de parecer falsear os fatos ou as palavras, o que quase sempre dá lugar a que toda atuação posterior seja vista pelos demais com prevenção, ao ser considerada como falta de veracidade.

Os esquecidos costumam matar o tempo. Também se poderia dizer que matam parte da vida, porque os trechos que percorrem e que, por esquecê-los, devem voltar a percorrer, são passagens da vida que eles repetem sem nenhuma utilidade, e, sendo assim, é lógico que o tempo utilizado em repeti-los seja vida que perdem e tempo que dificilmente recuperam. 

Definitivamente, o esquecimento é um eclipse temporário da consciência, que pode se tornar permanente e, em tal caso, ter reflexos sobre a vida de hoje e de amanhã.
 

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