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Liderança feminina: autêntica e transformadora

Publicado em: 18/04/2020


Ao sermos autênticos estaremos sendo genuínos, verdadeiros e sinceros, sobretudo conosco. Daí vem a importância do autoconhecimento, de descobrirmos quem somos


Assisti, por estes dias, A Vida e a História de Madame C. J. Walker. Adoro minisséries, filmes e livros baseados na vida das pessoas. O que sempre me comove nestas histórias é a humanidade. Quando falo de humanidade me refiro à natureza humana, as coisas boas e ruins que habitam dentro nós. O que mais me chamou a atenção na personagem da minissérie foi sua autenticidade e a capacidade de se refazer e transformar o cenário à sua volta. Uma líder autêntica, transformadora e real. Que soube honrar suas origens e construiu um grande legado para as mulheres de sua geração e de muitas outras. 

Ao longo destes anos, participando da Rede Global de Mulheres Líderes, tive a oportunidade de participar de várias palestras e conferências com grandes mulheres, de coração e de posição. Todas foram categóricas em afirmar que os melhores líderes são aqueles que guiam por meio de valores como autenticidade, conexão, respeito, clareza, colaboração, aprendizado e coragem, gerando sentimentos de inclusão e engajamento. Ao sermos autênticos estaremos sendo genuínos, verdadeiros e sinceros, sobretudo conosco. Daí vem a importância do autoconhecimento, de descobrirmos quem somos, da capacidade de reconhecermos nossas qualidades e talentos, e de termos resiliência para trabalharmos nossas vulnerabilidades. 

Para mim, todas estas características são atributos de uma boa liderança. E todas elas fazem parte do que chamamos de energia feminina. Nilima Bhat e Raj Sisodia, autores do livro “Liderança Shakti”, nos trazem reflexões sobre a importância do equilíbrio do poder feminino e masculino na vida e nos negócios. Aqui cabe destacar que os atributos femininos e masculinos estão para além de nossos gêneros e todes carregam dentro de si os princípios masculinos e femininos. De forma geral, a energia feminina, ou Shakti, se manifesta como poder, movimento, mudança e natureza, ou seja, a conexão sagrada com a Terra. A proposição aqui não é compararmos o que é melhor e, sim, reconhecer que um mundo com mais equilíbrio de forças traria ganhos para todos, a fim de nos tornarmos o que realmente somos, humanos. 

Neste sentido, convido a todes a aceitarem e acolherem não apenas sua energia feminina, mas sobretudo sua liderança. Há alguns anos, ouvi a seguinte frase de uma neurocientista que estuda o tema: liderança é ação e não posição.  Pessoalmente, gosto muito de acessar os clássicos e entender a etimologia das palavras. A palavra líder tem origem celta e significa aquele que vai na frente, no inglês arcaico designa aquele que guia e chefia. É preciso mover-se. Quando não o fazemos, o mundo faz por nós. Em tempos difíceis, que sejamos guias e inspiração, este será o nosso grande legado.
Um grande abraço, 
Gisele 


 

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1 COMENTÁRIO(S)

Eu me impressionei com a minissérie. Realmente Madame C. J. Walker é uma inspiração a todas nós! Amei.
comentado por Claudia Bonatti em 10/08/2020
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