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Quem tem medo do feminismo?

Publicado em: 20/03/2021

O que buscamos? A igualdade de direitos humanos, oportunidades, respeito, ocupar espaços de poder institucional, que as mulheres sejam ouvidas, que não sofram violência física e/ou psicológica

O título da coluna faz clara referência ao maravilhoso livro de Djamila Ribeiro, cujo título é: “Quem tem medo do feminismo negro?”. O tema segue sendo tendências nas pesquisas. Ao mesmo tempo que desperta interesse, também percebe-se uma aversão e até mesmo um grande preconceito não apenas à expressão, mas também às feministas. 

Muitas vezes, no meu círculo de amizade, mulheres têm medo de se denominar feministas por temer serem taxadas de radicais, militantes e raivosas. Algumas pessoas perguntam por que não chamamos de direitos humanos das mulheres ao invés de chamarmos de feminismo. Chimamanda Ngozie Adichie explica que é necessário tratarmos o tema de forma específica para a pauta não ser esvaziada e nem invisibilizada. Porque apesar do preconceito e da desinformação o tema segue em diversos debates.

Como já mencionei anteriormente, somos muitas mulheres. Plurais e únicas. E desta mesma forma, há feminismos no plural e não apenas um feminismo. O que buscamos? A igualdade de direitos humanos, oportunidades, respeito, ocupar espaços de poder institucional, que as mulheres sejam ouvidas, que não sofram violência física e/ou psicológica. O feminismo é um movimento que visa a ascensão das mulheres, pois como diz Melinda Gates: “Quando uma mulher avança, a humanidade inteira avança com ela”. 

Feminismo: “fenômeno social, cultural que assume feições específicas de acordo com o lugar e os sujeitos que dele ou nele falam” (COLLING e TEDESCHI, 2015). Historicamente esta ação afirmativa teve início por volta de 1792. Diz-se, de forma geral, que o feminismo teve algumas ondas, marcadas por uma luta de direitos muito específica para cada período. Na primeira onda lutamos pelo direito ao voto, na segunda onda buscávamos ocupar a esfera pública: direito reprodutivo, trabalho. E a terceira onda com um olhar mais interseccional, buscando abarcar justamente esta diversidade de mulheres. “Sejamos todos feministas!”.  Contamos com o apoio de todas as pessoas nesta caminhada. 




 

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