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Lugar de mulher é onde ela quiser!

Publicado em: 16/04/2021

Ao mesmo tempo que temos de trabalhar o nosso autodesenvolvimento, liderança e protagonismo, temos de reconhecer que muitas vezes estamos lidando com um ambiente hostil

Tem algumas frases, jargões e expressões que me geram um grande desconforto.  A frase em epígrafe é uma delas. Certamente eu defendo a ideia de que o lugar das mulheres deve ser onde elas quiserem. Contudo na prática, a asseveração está mais para o lugar da mulher é onde a conjuntura permite que ela esteja. 

Recentemente ouvi de Margareth Goldenberg, gestora executiva do Movimento Mulher 360, que “é preciso olhar a árvore e também a floresta”. O que isto significa? Que ao mesmo tempo que temos de trabalhar o nosso autodesenvolvimento, empoderamento, liderança e protagonismo, temos de reconhecer que muitas vezes estamos lidando com um ambiente hostil. A imagem a seguir retrata bem essa realidade:

 


Neste ano celebramos os 26 anos da Plataforma de Ação de Pequim cuja intencionalidade é a igualdade de gênero e observamos avanços e retrocessos. Dados do IBGE de 2017 atestam que as mulheres brasileiras têm mais anos de estudos do que os homens. Pesquisas apontam que mulheres que são mães desenvolvem as chamadas “soft skills” ou habilidades interpessoais. Contudo, ainda vemos a maternidade como uma barreira a ser transposta nas organizações.  

De acordo com o estudo Mulheres no Local de Trabalho de 2020, realizado por McKinsey e LeanIn.org, 1 em cada 4 mulheres está pensando em deixar o local de trabalho ou mudar de carreira. Até dois milhões de mulheres poderiam deixar os postos de trabalho nos Estados Unidos. No Brasil segundo dados da PNAD 2020, 8.5 milhões de mulheres deixaram a força de trabalho em 2020. 

Certamente temos pontos positivos como um maior debate na sociedade acerca do tema e iniciativas de diversas empresas nesta construção; plataforma dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, mais mulheres no chamado pipeline da liderança -  o que traz consigo um olhar mais inclusivo. 

O fato é que ainda temos muito trabalho a fazer. Devemos nos apropriar de conteúdos para elaboramos senso crítico e não sermos levadas por frases esvaziadas de sentido. Que possamos legar para as novas gerações o lugar que elas desejarem. 
 

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