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Liderança shakti

Publicado em: 13/05/2021

Precisamos de uma liderança mais consciente, humanizada e autêntica para fazermos prosperar um mundo mais justo. E que este equilíbrio advenha do reconhecimento de nossas potencialidades, forças e fragilidades também

O conceito de liderança shakti está atrelado ao equilíbrio dos arquétipos do feminino e do masculino e traz a ideia da importância da harmonia de ambas energias dentro de nós e como isto pode se refletir no mundo exterior, ou seja, na sociedade, nos negócios, nas organizações. Há um livro com o título em epígrafe dos autores Nilima Bhat e Raj Sisodia: “Liderança shakti – o equilíbrio do poder feminino e masculino nos negócios”.

A abordagem utilizada é que precisamos de uma liderança mais consciente, humanizada e autêntica para fazermos prosperar um mundo mais justo. E que este equilíbrio advenha do reconhecimento de nossas potencialidades, forças e fragilidades também. 

Os arquétipos nada têm a ver com gênero, ou seja, que somente mulheres têm atributos do feminino ou somente homens têm atributos do masculino. Quem já não viu por aí, em anúncios, camisetas e outros materiais o slogan: “O futuro é feminino”? Cabe destacar que a frase foi cunhada em 1970 nos Estados Unidos e ganhou o mundo deste então.

Mas o que isto quer dizer? Que precisamos de qualidades como cooperação, criatividade, colaboração, empatia, senso de inclusão para criarmos ambientes mais inovadores e diversos. Um contraponto para características de liderança muito hierarquizadas, militaristas e pautadas nos conflitos, na territorialidade e no exercício brutal do poder. 

Shakti é o princípio feminino da energia feminina e está associada ao poder divino da criação. Eu poderia aqui traçar um paralelo da importância da liderança shakti pela busca da equidade pela perspectiva apenas das mulheres.  Contudo a proposição que faço aqui é que pensemos juntos sobre a necessidade de termos mais homens com energia feminina também. Para que consigamos criar um ambiente saudável e igualitário onde todas as forças unidas constroem algo positivo. 

Ademais, quantas de nós, nesta trajetória de construção da liderança, não nos perdemos em modelo masculinizados para poder “caber” em determinados ambientes. Um momento chave no qual nos separamos de nossa energia feminina a fim de alcançarmos sucesso em uma cultura patriarcal.

O que acaba por gerar conflitos internos, insatisfação e a questão: por que estou fazendo isto? Não se trata da inferiorização dos homens para ascensão das mulheres, mas sim de reconhecer que a dualidade do feminino e masculino habita em todos nós. Para isto precisamos iniciar a nossa jornada da heroína. E esta jornada começa na coluna do mês que vem. Quem me acompanha? 
 

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