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Mulheres Líderes

Gisele Gomes
Gisele Gomes é embaixadora do Programa Rede Global de Mulheres Líderes – GWLN/WOCCU no Brasil

Jornada da heroína

Publicado em: 16/06/2021
Murdock identificou que a trajetória das mulheres é um pouco diferente daquela realizada pelos homens, uma vez que temos experiências distintas, inclusive por construções sociais históricas

A jornada da heroína é um modelo conceitual criado por Maureen Murdock em 1990 como uma forma de complemento ou até mesmo contraponto à jornada do herói desenvolvida por Joseph Campbell. Ambas as trajetórias dizem respeito ao caminho que realizamos em nossa jornada, as intercorrências e nossas vivências.

Murdock identificou que a trajetória das mulheres é um pouco diferente daquela realizada pelos homens, uma vez que temos experiências distintas, inclusive por construções sociais históricas. A jornada da heroína está dividida em oito fases e uma grande parte dela abarca a ruptura das mulheres com seu arquétipo feminino, muitas vezes pautada na ideia de que o modelo, ou ainda, os atributos masculinos são aqueles que nos levam ao modelo de sucesso.

Contudo, muitas vezes essa ruptura não se dá por um desejo interno, mas sim por fatores externos. De forma bem resumida, a jornada contempla oito fases: separação do feminino, identificação com o masculino, estrada das provações, encontrando o sucesso ilusório, iniciação da deusa, reconexão com o feminino, curar o masculino ferido, integração do masculino com o feminino. Finalmente, na última fase da jornada, a mulher encontra o equilíbrio entre o seu masculino e feminino interior. É um momento de reconhecimento, uma lembrança daquilo que, no fundo, ela sempre conheceu: sua essência.

Há um curta da Pixar intitulado: PURL – que conta essa jornada da heroína e demonstra de forma lúdica o ciclo que fazemos e nossa reconexão conosco. Acho essa reflexão importante porque nos leva a repensar sobre quantos modelos de inspiração feminina temos em espaços decisórios. A falta destes modelos nos leva aos vieses inconscientes e conscientes de que não podemos ser aquilo que não vemos. Precisamos de muitos exemplos práticos, de muitos modelos diferentes de liderança e conduta para nos inspirarmos e fazer o mundo mais inclusivo e equitativo.

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