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Mulheres Líderes

Gisele Gomes
Gisele Gomes é embaixadora do Programa Rede Global de Mulheres Líderes – GWLN/WOCCU no Brasil

Mulheres nos Conselhos de Administração

Publicado em: 20/09/2021
Quando me refiro às mulheres nestes espaços decisórios, gosto de trazer a percepção de Walton (2021), para quem existe o chamado poder das três, no qual uma mulher representa um token, duas trazem representatividade e três formam uma voz

Os debates concernentes à diversidade fazem parte do escopo social, político e econômico na atualidade. Recentemente a SEC americana (em inglês, U.S. Securities and Exchange Commission), equivalente à nossa CVM – Comissão de Valores Mobiliários, aprovou uma proposta da Nasdaq Inc. no que tange à participação de mulheres e membros de grupos minorizados nos Conselhos de Administração das empresas listadas no pregão.

Significa dizer que as empresas listadas na Bolsa terão até 4 anos para cumprir esta recomendação. Segundo especialistas internacionais, o tom da conversa migrou de ‘isso seria bom’ para ‘isso é um imperativo de negócios”. As empresas deverão contar com pelo menos uma mulher e mais um membro de grupos minorizados. 

De forma clara, é um olhar da sociedade e dos mercados para a necessidade premente de organizações mais equânimes. São temas ligados à ESG - Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em tradução). E de certa forma traduzem a capacidade das organizações entenderem o seu entorno e de criar valor para o negócio e para a sociedade. 

Todos os estudos que tenho lido apontam para um esforço conjunto e imbuído de intencionalidade e ação para que esse movimento dê certo. Para que não seja apenas um número vazio. Gosto muito da abordagem e busca pela consonância e entendimento de que novos olhares trazem riqueza aos ambientes.

Quando me refiro às mulheres nestes espaços decisórios gosto de trazer a percepção de Walton (2021), para quem existe o chamado poder das três, no qual uma mulher representa um token, duas trazem representatividade e três formam uma voz. 

A Nasdaq enfatizou que a diretriz não tem um viés mandatório, ou seja, de cota; uma vez que as empresas não são obrigadas a cumprir a nova regra, mas que, sim, serão obrigadas a divulgar a composição de seus Conselhos dando assim visibilidade à sua governança interna. Durante o período de audiência pública 85% das empresas listadas na Bolsa apoiaram a proposta. No Brasil temos observado movimentos neste sentido também. 

Grande abraço,
Gisele 
 

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