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A vida sem #

Publicado em: 14/02/2020

“A sociedade se reconfigura quando se projeta uma imagem vitoriosa. Há uma glorificação da figura do ser bonito, rico e perfeito”
C. Dourado


Há um mês e meio, dei um tempo nas redes sociais. Não é detox digital. Só uma certa náusea, um desconforto. Muita mentira, pouca realidade. Muita ostentação – material e de felicidade – e pouca autenticidade. O exibicionismo em excesso cansa. Os “stalkers” cansam. Os radicais cansam. Os beligerantes também. E os “gavolas” nem se fala! 

Não excluí as contas. Apenas deletei os aplicativos do celular e assim não acesso. Posso recair. Devo recair. Preciso recair. Ficar offline nos dias de hoje é uma espécie de morte. Você morre para a maioria. A maioria morre para você. Nestes poucos mais de 40 dias, recebi mensagens de amigas perguntando se estava tudo bem. Se eu estava deprimida, angustiada, com problemas e outros tantos adjetivos carregados de penalização. 

Estou ótima! Não se trata de demonizar as redes sociais. Tem coisa boa sim. O problema é o excesso dos sem noção. É gente que posta tudo. Do amanhecer ao anoitecer, a vida está lá. Aí você para e pensa! No que nos transformamos? Amebas virtuais? Não sei dizer. Só sei que desconexão é liberdade. Ganha-se tempo. Muito tempo! E você percebe que está vivo. Mais vivo do que nunca. Mais conectado com a realidade do que nunca e mais perto de você. De vez em quando, permita-se viver sem #! Viva sendo você mesmo! 
 

 

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