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Pensata

Rejane Martins Pires
É jornalista e editora da Revista Aldeia.

A gratuidade de brincar

Publicado em: 08/02/2022
“Ou o amor é gratuito ou não é amor”
Papa Francisco

No documentário italiano “A sabedoria do tempo”, o Papa Francisco ensina mais que mil sermões. De uma maneira doce, conduz reflexões sem a necessidade de moralismos ou qualquer coisa do tipo.  Ao descrever o amor, fala sobre a gratuidade de brincar. “Vocês brincam com seus filhos?”, indaga. “Isso é crucial. Ou o amor é gratuito ou não é amor”, diz. 

Fiquei horas pensando nesta “gratuidade de brincar” e de como ao longo da vida isso nos foi roubado. Misteriosamente levado. Não sei em que momento da história o brincar e o divertir-se tornaram-se sinônimo de consumo. E não é assim. Ao contrário. As maiores alegrias são dadas de graça. 

E não se iluda; ao final da vida, seu filho não vai lembrar das inúmeras quinquilharias que você o presenteou para compensar sua ausência. Mas há de lembrar das brincadeiras mais inocentes, dos abraços mais inesperados, das risadas gostosas sem motivo algum. 

E, se você ainda acha que tudo precisa ser pago, experimente viver. A vida pulsa nas coisas mais singelas e, por serem singelas, as mais grandiosas. Contemplar um pôr do sol não custa nada. Admirar as estrelas não custa nada. Caminhar num parque não custa nada. Ver a beleza das flores não custa nada. 

Mas, perder-se de si mesmo em busca de uma felicidade comprada custa caro. Custa a infelicidade de uma vida mesquinha e fútil!

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