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O “z” do ódio!

“A pior cegueira é a mental, que faz que com que não reconheçamos o que temos a frente”
Ensaio sobre a cegueira, José Saramago


Não será por falta de gasolina que morreremos. Tampouco por falta de gás. De leite e de pão. Morreremos pelo ódio e pela intolerância. Morremos pela ira e pela incapacidade de interpretação. O humano, como escreve Cortella, não se cansa de afrontar o humano. 

Dia desses fiz uma postagem boba sobre o uso incorreto do ‘z’ na palavra “paralisação”. Fiquei paralisada com tantas reações negativas e mal interpretadas que decidi excluir o post. Não se tratava de um posicionamento político. Nem de esquerda. Nem de direita. Não se tratava de ideologia nenhuma. Muito menos de um pedido de intervenção militar. 

Era tão somente uma correção ortográfica de uma ex-revisora que aprendeu a escrever pesquisando no dicionário e valorizando a língua materna como um pedaço da nossa alma. Só isso. Meia dúzia entendeu a mensagem. A pressa em julgar, em condenar e em tripudiar falou mais alto. Tanto que o coitado do “z” deve estar até hoje procurando o seu lugar no alfabeto. 

E, como não há fórmula mágica para curar o ódio que se agiganta todos os dias, o melhor a fazer é plantar esperança antes que a cegueira vire epidemia. Carpe diem!

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