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Carros verdes

Na verdade temos gasolina para queimar à vontade ao longo de todo o século XXI, mas, se fizermos isso, certamente vamos queimar o planeta através do aquecimento global.

Há muito se houve falar em aquecimento global e a cada dia vemos a saudável conspiração ambiental contra o uso do petróleo em função de novas fontes de energia limpa. Para isso é preciso facilitar o acesso de países em desenvolvimento às inovações energéticas por meio de uma maior cooperação internacional.

Na verdade temos gasolina para queimar à vontade ao longo de todo o século XXI, mas, se fizermos isso, certamente vamos queimar o planeta através do aquecimento global, provocado pelo gás carbônico e por outros gases, lançados na atmosfera pela combustão dos derivados do petróleo. 

E quais são as alternativas? Tudo indica que o grande sucessor do petróleo é o hidrogênio, o mais simples de todos os elementos químicos e, de longe, o mais abundante no ambiente e cujo único resíduo de sua queima, ao se combinar com o oxigênio, vai gerar a água. A energia liberada nesse processo é transformada em eletricidade que, por sua vez, coloca o carro em funcionamento. 

Vemos, no entanto, que o carro elétrico já é uma realidade. 

O primeiro veículo elétrico foi construído por Thomas Davemport em 1835. No ano de 1900, 28% dos veículos produzidos nos Estados Unidos eram elétricos, mas o declínio veio principalmente após o início da produção em massa por Henry Ford de veículos de combustão, pois fez o custo desses tipos de veículos caírem drasticamente.

A Noruega está à frente de qualquer país na adoção de carros elétricos. Em 2017, 52% dos carros novos vendidos no país eram ‘verdes’, segundo informa a agência Reuters.

Já no caso do Brasil, a iniciativa está sendo dada pela própria Usina Hidrelétrica de Itaipú, que apresentou o protótipo do Pálio elétrico em 2006. Desde então, mantém parcerias para o desenvolvimento de veículos e equipamentos de energia limpa.

É um alento, uma esperança, num país onde o petróleo é considerado a mais importante fonte de energia e cujo recurso é responsável por quase 40% do consumo energético nacional. O desafio é imenso, mas há um consenso crescente de que é preciso diminuir a nossa dependência em relação ao petróleo.

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