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Radares, fábrica de multas ou de mortos

Publicado em: 22/11/2019

Infelizmente, ou por ineficácia do Executivo, há poucas estradas no País que possam sustentar altas velocidades no nível, por exemplo, da rede de estradas europeias

Segundo fonte do SOS Estradas e Policia Rodoviária Federal, após o desligamento dos radares das estradas federais pelo DNIT, por decisão da pessoa que atualmente exerce o Executivo Federal, o número de acidentes graves cresceu a partir de abril deste ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a necessidade de políticas mais duras, campanhas mais efetivas e melhor sinalização que podem salvar milhares de vidas em acidentes de trânsito, porém estes indicadores parecem não influenciar nosso governo.

A velocidade é sabidamente o maior vetor que causa acidentes de trânsito e é a primeira causa de mortalidade no país entre crianças e jovens de 5 a 29 anos. Infelizmente, ou por ineficácia do Executivo, há poucas estradas no país que possam sustentar altas velocidades no nível, por exemplo, da rede de estradas europeias.

De acordo com as estatísticas, numa comparação entre o primeiro semestre de 2018 e 2019, antes da retirada dos radares, houve uma queda nos indicadores neste ano. Em 2019 tivemos 4.152 acidentes a menos e um total de 1.195 mortos, ao passo que em 2018 foram 1.285 óbitos. Conseguimos salvar 90 vidas no primeiro trimestre deste ano que continuam trabalhando e convivendo com seus familiares e amigos.

Porém, numa comparação entre 2018 e 2019, nos meses de abril, maio e junho, portanto após a retirada dos controladores de velocidade, tivemos, neste ano, 824 acidentes a mais e 49 vítimas fatais a mais do que no ano passado; portanto, uma maior mortalidade no trânsito após a retirada, irresponsável, dos radares.

Quase 50 vidas que se foram. Quem paga por isso? Por que esta alta nos indicadores? Coincidência? Deveriam ser considerados crimes de responsabilidade os atos ou ações sem um critério técnico especializado, para que erros como estes, envolvendo inocentes e suas famílias, não se repitam.

Uma frase simboliza muito bem nosso momento: ‘Cada país terá o número de mortos e feridos no trânsito que estiver disposto a suportar’ (Organização Mundial da Saúde). E parece que nosso governo está disposto a suportar mais do que a estatística anual das 40.000 mortes em nosso trânsito. 

 

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