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Novos caminhos

Publicado em: 02/02/2018

Ano a ano o Paraná e a nossa região Oeste ostentam safras e cifras recordes no agronegócio. Resultado do uso da tecnologia de ponta no campo que leva o país a ser o segundo maior exportador mundial de grãos.

Mas os ganhos de produtividade são corroídos por uma infraestrutura de escoamento cara e ineficiente. Com rodovia modesta, ferrovia subutilizada e porto congestionado, o transporte de nossa safra custa quatro vezes mais que o frete praticado por nossos competidores no mercado internacional, Estados Unidos e Argentina. E boa parte deste entrave deve-se à diminuição dos investimentos em infraestrutura de transportes.

Os obstáculos começam nas estradas, que escoam cerca de 60% da produção, pois a malha ferroviária, muito explorada para o agronegócio em outros países, teve sua participação diminuída nas últimas décadas e representa hoje apenas 20% da carga transportada no País.

Vemos com otimismo a retomada das aspirações do Governo do Paraná de implantar um corredor de exportação que levaria novos trilhos de Paranaguá para Guarapuava, Cascavel e Dourados no Mato Grosso do Sul.

Teríamos uma nova ferrovia com cerca de mil quilômetros de extensão, que custaria cerca de R$ 10 bilhões.

O Oeste do Paraná, sozinho, perde R$ 330 milhões por ano por falta de estrutura logística e por ter de usar o transporte rodoviário para exportar sua produção. Então o investimento da implantação deste corredor ferroviário é muito pequeno diante do retorno. É, portanto, mais importante investir na infraestrutura do que subsidiar sua ineficiência.

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