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Trânsito: Nenhuma morte é aceitável

Publicado em: 09/04/2018

Há exatos vinte anos foi implementado na Suécia um programa de Segurança Viária chamado de ‘Vision Zero’, onde, talvez utopicamente, a intenção era de zerar totalmente o número de mortes no trânsito. A partir daí aquele país redesenhou seu sistema de transportes, priorizando a segurança e tendo como principal objetivo o conceito de que ‘nenhuma morte é aceitável’.

O resultado foi que fatalidades de trânsito envolvendo pedestres caíram 50% em cinco anos.
Recentemente entrou em vigor em Nova York um novo limite de velocidade nas ruas que tem como meta reduzir a zero o número de mortes no trânsito nos próximos dez anos. Em suas ruas o limite de velocidade caiu para 40km/hora.
Essa redução significa que, se o pedestre for atingido por um carro, o risco de morte cai pela metade. Mortes no trânsito não são inevitáveis e não podemos aceitá-las. Este é o lema do programa ambicioso, cujo foco inicial é reduzir os atropelamentos que matam principalmente idosos e crianças.

A ação é apoiada pela ONU, que recomendou a adoção do limite de 50km/h em qualquer via urbana para diminuir o número de colisões e melhorar o fluxo do trânsito nas cidades. Em áreas com grande movimentação de pedestres e ciclistas a recomendação é 30km/h. É possível notar que as mortes no trânsito estão intimamente ligadas ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que, por sua vez, tem por base a educação, longevidade e a renda per capita de um povo.

Dentre os dez países mais violentos do planeta, que inclui o Brasil, não aparece nenhum do grupo do capitalismo evoluído e distributivo, fundado na educação de qualidade para todos, na difusão da ética e no império da lei e do processo legal proporcional. Enfim, cada país tem o número de mortes no trânsito que tolera.

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