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O trânsito e os ciclistas

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, metade de todas as mortes por lesões no trânsito são de pedestres, ciclistas e motociclistas, ou seja, usuários vulneráveis.


Com as mudanças realizadas pelo Programa de Desenvolvimento Integrado em Cascavel, as ciclovias são um componente importante como uma opção no Plano Municipal de Transporte.

Na verdade, o futuro da mobilidade urbana não está na bicicleta, no carro, no ônibus ou qualquer outro meio de transporte, mas na integração entre eles. Ao sair de casa, pela manhã, uma pessoa poderá escolher a opção mais adequada para aquele dia, por exemplo, usar uma bicicleta para ir a um terminal de transporte coletivo, pegar um ônibus, descer no ponto mais próximo de seu destino e finalizar o trajeto a pé.

Os modos se complementam, desempenham sua função e as pessoas fazem suas escolhas baseadas na necessidade de cada deslocamento.

Mas o importante é saber das vantagens e dos benefícios de andar de bicicleta.

Doenças cardiovasculares como derrame (AVC), hipertensão e infarto do miocárdio podem ser prevenidas através da prática do ciclismo. Um dos benefícios de andar de bicicleta regularmente é o estímulo à saúde dos pulmões, coração e principalmente à circulação sanguínea, reduzindo assim o risco de doenças cardíacas isquêmicas, que são, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a primeira causa de mortalidade no mundo. 

Para pedalar, não há necessidade de gastos com altos investimentos e vale lembrar que este hábito não só colabora com uma vida mais saudável, mas também pode auxiliar na rotina, sendo um meio de transporte alternativo, além de contribuir com a preservação do meio ambiente, já que reduz a poluição do ar. 

O ciclismo é, portanto, um tipo popular de recreação e transporte para pessoas de todas as idades. 

Infelizmente acidentes são muito comuns, podendo acarretar graves lesões e até a morte. Por isso a importância na execução de ciclovias exclusivas para o tráfego de bicicletas, evitando acidentes fatais frequentemente resultantes de colisões com veículos motorizados.

Segundo a OMS, metade de todas as mortes por lesões no trânsito são de pedestres, ciclistas e motociclistas, ou seja, usuários vulneráveis.

Em geral acidentes com ciclistas levam a traumas superficiais, caracterizados por abrasões, contusões e lacerações. Mas o traumatismo craniano é o responsável maior pela mortalidade ou invalidez. Por isso a importância do capacete, que produz um substancial efeito redutor na morbimortalidade dos ciclistas envolvidos em acidentes. A utilização das luvas reduz as lesões nas mãos e previne a compressão de nervos e o uso de óculos especiais protegem os olhos contra a exposição solar e a contusão ou perfuração por corpos estranhos.

A prática do ciclismo é um benefício inequívoco para a saúde, mas medidas preventivas de acidentes precisam ser consideradas, sendo fundamental que as crianças e jovens sejam orientados.

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