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Tarifa zero. Utopia?

Na contramão da tese que defende a inviabilidade financeira dessa medida, a Estônia, país da Europa Setentrional, foi o primeiro a garantir o acesso livre aos meios de transporte, através de um ‘green card’


O tema ‘Mobilidade Urbana’ está na ordem do dia nas principais metrópoles mundiais, cada vez mais sufocadas pelo excesso de veículos.

A Alemanha, por exemplo, conhecida por sua poderosa indústria automotiva, está propondo uma medida radical para reduzir os congestionamentos e as emissões de gases estufa. Até o final do ano cinco cidades irão oferecer transporte gratuito, num projeto que pode ser expandido para todo o país. A ideia é incentivar a população a deixar os carros nas garagens.

O prejuízo com a poluição também é econômico. Hoje aproximadamente 50% da população do planeta vive em cidades e aglomerados urbanos e estão expostas a níveis progressivamente maiores de poluentes do ar, fator de risco na descompensação das doenças respiratórias, que levam a internações e altos gastos públicos.
Na contramão da tese que defende a inviabilidade financeira dessa medida, a Estônia, país da Europa Setentrional, foi o primeiro a garantir o acesso livre aos meios de transporte, através de um ‘green card’, permitindo o embarque do usuário em ônibus e trens. Com a tese de que o transporte gratuito aumenta a circulação da população, estimula a movimentação de pessoas com maior renda, fazendo com que o consumo aumente e consequentemente com que a economia se aqueça. A cidade inteira se beneficia.

Na Bélgica, a cidade de Hasselt faz parte de um pequeno, mas crescente número de cidades ao redor do mundo que estão oferecendo tarifa zero no transporte público. A cidade de Sydney, na Austrália, oferece linhas circulares de ônibus gratuitos, assim como as cidades de Changning e Changzhi  da  China onde moradores locais e visitantes podem desfrutar de três linhas de transporte público gratuitamente. O governo de Zagreb, capital da Croácia também implantou um  programa ‘tarifa zero’ de transporte público como forma de retirar carros das ruas.

No Brasil há uma experiência na cidade fluminense de Silva Jardim, cuja operadora do transporte público é o governo local. A economia gerada pela ‘tarifa zero’ tem refletido em resultados importantes alcançados na geração de empregos na cidade, de acordo com o Ministério do Trabalho. 

Único no Brasil, o transporte gratuito de Silva Jardim possui uma frota com ar condicionado, acessibilidade e TVs dentro dos veículos. Utopia? Não, boa administração, voltada à segurança e saúde da população. Está aí uma opção importante a ser estudada em nossa cidade. 

Com a palavra o Governo Municipal.

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