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Canela, a madeira doce de comer

Publicado em: 08/11/2017

Conheci “seo” Paulo, um grande cultivador urbano. Ele cuida de aproximadamente 200 espécies de plantas, que vão de flores a alimentos e frutos exóticos. Arbustos, árvores, tubérculos, trepadeiras, nada escapa à curiosidade e à dedicação incansável desse amigo da terra. Muitas das plantas trazidas de longe foram presentes de amigos, algumas em mudas, outras em sementes ou estacas.

Numa das gratificantes visitas aos seus cultivos, ele fez questão de mostrar um de seus xodós, a caneleira ou, como chamamos popularmente, pé de canela. Cultivada há mais de seis anos em seu quintal, da formosa árvore são retirados pedaços da casca desde que ela tinha dois anos. Depois de retirada a casca, rapidamente o tronco a refaz e assim a planta segue seu crescimento sem nenhum comprometimento.

A canela é uma planta conhecida e utilizada pelos chineses há mais de 4.000 anos. Canela da Índia (Cinnamomum verum) ou canela verdadeira tem o nome científico derivado da palavra Indonésia "kayu manis", quer dizer "madeira doce". Muito explorada comercialmente outra espécie é a canela da China (Cinnamomum cassia) ou canela falsa. Ambas são muito parecidas em sabor, textura e cor. Usadas com ingrediente em doces ou pratos salgados. A canela falsa apresenta uma alta concentração de cumarina, substância que deve ser consumida com moderação, pois ela diminui a capacidade de coagulação sanguínea. Já a canela verdadeira apresenta quantidade menor dessa substância sendo mais indicada para consumo humano.
O controle da comercialização dessa especiaria foi o motivo de disputas e conflitos desde os mais remotos tempos. Da planta utilizamos as folhas, os galhos e principalmente a casca que em lascas ou moída é largamente consumida em todo mundo.

 


“Seo” Paulo e a casca da canela: árvore é o seu xodó

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