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Aluno de SENAI de Cascavel é finalista por vaga na WorldSkills na Rússia

Quando pensou em seguir os passos do pai, Eduardo Felipe Benvegnir, de 19 anos, não imaginou que um dia estaria se preparando para uma competição internacional.

Texto Assessoria de Imprensa

Publicado em 16/01/2019


O aluno do curso técnico em manutenção automotiva do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Cascavel está hoje entre os 63 jovens selecionados para disputar uma vaga na equipe brasileira da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo, que ocorre na Rússia. Eduardo concorre na modalidade técnica tecnologia automotiva.

Crédito: Acervo pessoal

Eduardo mora no bairro Maria Luiza, em Cascavel, com os pais e o irmão de 24 anos, que também trabalha como mecânico de automóveis. A proximidade com a área automotiva vem de muito cedo. Aos 11 anos, o jovem já ajudava o pai, dono de uma oficina. Eduardo conta que, ao ingressar no curso técnico, o objetivo era unir o gosto que tinha por carros ao negócio da família. “Já estava no meio, então foi uma forma que eu achei de ampliar meus conhecimentos e ajudar meu pai na oficina dele. Quando eu entrei no SENAI, eu já tinha certeza que esse era o curso que eu ia fazer”, afirma.

A 45ª edição da WorldSkills ocorrerá de 22 a 27 de agosto, no Centro Internacional de Exposições KAZAN EXPO em Kazan, na Rússia. A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputarem medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviço.

Os participantes precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade. Há mais de 65 anos, a competição reúne jovens qualificados de todo o mundo, selecionados em olimpíadas de educação profissional de seus países, realizadas em etapas regionais e nacionais. Após muito treino e dedicação, Eduardo se classificou em setembro de 2017, na etapa regional, e, no ano passado, participou da etapa nacional, em Salvador.

Para mais esta fase, Eduardo garante que o esforço será ainda maior, para que esse título fique com o Brasil. “Eu estou empolgado, empenhado, também. Com um pouco de nervosismo, pressão, mas a expectativa é a melhor possível. Vou com tudo para cima para ver se a gente consegue conquistar mais uma medalha lá no internacional”, assegura.

Assim como impactou a vida de Eduardo, a educação profissional impacta positivamente a vida de diversos jovens no Brasil. Em 2017, cerca de 80% dos estudantes que concluíram cursos técnicos no ano passado foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano. De acordo com levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o curso técnico é o caminho mais rápido para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho e também uma opção para o trabalhador desempregado em busca de recolocação no mercado. O salário de um profissional técnico varia entre R$ 8,5 mil e R$ 12 mil.

Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o país tem potencial em educação profissional. “O Brasil tem sido representado pelo SENAI e pelo Senac, que tem as ocupações mais da área do comércio e serviços, e o Brasil fica sempre entre os primeiros colocados”, afirma.


A competição

Cada jovem competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio, da melhor forma possível. É colocada em xeque a habilidade técnica dos participantes, cada um dentro da sua modalidade. Geralmente, o projeto de construção desafiador é inspirado em algum ponto turístico do país/cidade sede da WorldSkills, com três módulos.

São 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. A preparação dos participantes para a competição começa na segunda quinzena de janeiro. Eles passarão uma temporada nos centros de treinamento do SENAI, localizados em Brasília, Belém, Porto Alegre e Joinville.

Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, os jovens devem ter conhecimentos sobre desenvolvimento e desenho técnicos, metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto e também sobre processos. “É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada exaustivamente dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período”, destaca.

A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação no quadro de medalhas. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, o Brasil foi o primeiro do ranking de países.
 

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