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Itaipu tranquiliza a população da região e reitera a segurança da sua barragem

A ampla instrumentação, o acompanhamento em tempo integral e a dedicação permanente de engenheiros(as) e técnicos(as) do quadro próprio da empresa fazem da barragem de Itaipu uma das mais seguras do mundo.

Texto Assessoria de Imprensa
Foto(s) Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Publicado em: 28/01/2019


Desde sexta-feira (25) a população brasileira acompanha, consternada, os desdobramentos do rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro e o transbordamento de outra, em Brumadinho, Minas Gerais. A exemplo do que houve em 2015, quando tragédia semelhante aconteceu em Mariana, no mesmo Estado, o debate sobre a segurança de barragens voltou às manchetes. A barragem da usina que mais gera energia no planeta entrou em foco e surgiram questionamentos sobre a confiabilidade da estrutura da Itaipu Binacional. 

Por isso, a Itaipu vem a público tranquilizar a população de Foz do Iguaçu e região e reiterar a mais recente avaliação do Board de Consultores Civis – junta internacional de engenheiros com notório conhecimento em segurança de barragem, convocados pela binacional a cada quatro anos para analisar o desempenho das estruturas. Segundo o veredito do grupo, anunciado no dia 30 de novembro de 2018, a ampla instrumentação, o acompanhamento em tempo integral e a dedicação permanente de engenheiros e técnicos do quadro próprio da empresa fazem da barragem de Itaipu uma das mais seguras do mundo.

“Podemos afirmar sem receio que, nesses 36 anos desde o enchimento do reservatório, o trabalho de profissionais da Itaipu voltado à segurança da barragem neste período continua garantindo uma estrutura plenamente segura, sob controle e pronta para os novos desafios da usina, como a atualização tecnológica e a possível expansão da capacidade instalada”, resumiu o coordenador do Board, o engenheiro italiano Corrado Piasentin. “Nossa equipe está atendendo rigorosamente às determinações do Board e fazendo um bom trabalho”, avaliou o diretor técnico executivo da Itaipu, Mauro Corbellini.


Diferenças 

Há grandes diferenças entre barragens de hidrelétricas, como a de Itaipu, e de rejeitos, como a de Brumadinho. 

Barragem de rejeitos é uma estrutura de terra construída para armazenar resíduos de mineração, formando um reservatório com substâncias sólidas e água, sob a forma de lama, resultantes de processos de beneficiamento de minérios. O armazenamento desses rejeitos é necessário para evitar danos ambientais. É construída a partir de um dique formado por materiais argilosos ou rochas compactadas, com alteamentos (elevações) feitos para aumentar a capacidade de armazenamento. 

Barragem de hidrelétrica tem por finalidade represar e estocar água, matéria-prima para a produção de energia, e obter o desnível necessário para girar as turbinas das unidades geradoras. A de Itaipu é feita de concreto, enrocamento (rochas) e terra. Tem extensão de 7.919 metros e altura máxima de 196 metros, o equivalente a um prédio de 65 andares. Consumiu 12,3 milhões de metros cúbicos de concreto. A quantidade de ferro e aço utilizados permitiria a construção de 380 Torres Eiffel. 


A segurança de barragem na Itaipu 
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As dimensões superlativas e a importância estratégica para Brasil e Paraguai da usina de 14 mil MW de potência instalada fizeram com que a segurança de barragem fosse uma das prioridades na Itaipu, desde a fase de projeto até a conclusão e manutenção da megaobra. O monitoramento da segurança da barragem começou antes mesmo de a primeira unidade geradora da usina ser instalada e continua sendo altamente relevante – não apenas para manter e alongar a vida útil do empreendimento, mas sobretudo para proteger a vida e o patrimônio nas proximidades da hidrelétrica. 

O trabalho mobiliza diversos setores da Diretoria Técnica de Itaipu, principalmente das superintendências de Obras e Engenharia. São técnicos e engenheiros integralmente dedicados à segurança da barragem. Eles inspecionam visualmente a estrutura, conferem possíveis oscilações, analisam tecnicamente os dados apurados em campo, providenciam reparos, quando necessário, e executam as determinações do Board de Consultores Civis – entre várias outras atividades. 

Quase 3 mil instrumentos espalhados por toda a estrutura – alguns eletrônicos e monitorados em tempo real – fazem da Itaipu uma das usinas mais bem equipadas do planeta para a segurança de barragem. Apesar das diferentes formas, tamanhos e fins, os instrumentos convergem no objetivo final: fornecer informações para diagnosticar o comportamento da barragem diante da ação do tempo e da enorme quantidade de água que ela tem de suportar. 

Durante e após a construção da hidrelétrica, o aprofundamento dos estudos motivou o surgimento de estruturas auxiliares de grande contribuição para a binacional, como o Laboratório de Tecnologia do Concreto de Itaipu (LTCI), instalado na usina, e o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Ambos colaboram para as atividades de segurança de barragem na Itaipu e também levam à sociedade, especialmente à comunidade acadêmica, o conhecimento adquirido em quase quatro décadas de cuidados constantes com a estrutura da hidrelétrica.

Engenheiros de vários países vêm à Itaipu conhecer de perto esse trabalho, que hoje é reconhecido internacionalmente e tornou a Itaipu Binacional referência também em segurança de barragem. Entre eles, os chineses da usina de Três Gargantas, a hidrelétrica de maior potência instalada no mundo. 
Reconhecendo a importância da segurança de barragem, a Itaipu continuará investindo constantemente em capacitação e equipamentos para manter sua estrutura plenamente segura e a população, tranquila.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

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