Matérias

Edição 129
VIDA

Bom de sono

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Bruna Scheidt

Publicado em 28/06/2019


 
Ederson Milanezi era distribuidor da Editora Abril, em São Paulo. Depois uma readequação interna na editora e um revés financeiro, mudou-se para Cascavel. Aqui, se reinventou vendendo colchões terapêuticos

Ederson Milanezi é um homem de muita persistência. Se não fosse, já estaria fora do mercado há muito tempo. Dono de uma representação de colchões terapêuticos, sabe muito bem o que é ouvir “não” e seguir adiante. Antes de vender o primeiro colchão, fez 20 demonstrações sem sucesso. Tudo bem se a condição financeira fosse favorável, mas não era o caso. 

Ele vinha de uma situação complicada. Nascido em São Paulo, morou em Lins durante quase três décadas. Lá, trabalhava na distribuição da Editora Abril, atendendo outros distribuidores. Após mudanças internas, a distribuição encolheu e passou a atender somente as bancas. “Virei jornaleiro”, conta. “Tínhamos uma papelaria na época com 14 funcionários e não foi possível continuar. Isso nos desestabilizou por completo”.

Como o filho Edinho já estava morando em Cascavel, ele e a esposa Mara vieram conhecer a cidade. Num primeiro momento, sem muita opção, começaram a fabricar produtos de limpeza e vender de porta em porta. Conversa vai, conversa vem, migraram para o ramo de colchões. “Investi tudo o que tinha em cursos. Embora já usasse colchão terapêutico, não tinha conhecimento técnico”. Desde então, contrariando todas as malvadezas do mundo econômico, são 16 anos vendendo colchão. 

MAIOR BEM DA CASA

Vender colchões pode parecer algo mecânico. Não para Milanezi e a esposa. Eles se emocionam com os feedbacks positivos. É gente que manda mensagem agradecendo por uma simples noite de sono. Há também situações curiosas como a de um casal cujo maior bem da casa é o colchão. “Eram pessoas bem humildes e, na casa de madeira bruta, não tinha nada. Eles guardaram o dinheiro, trouxeram enroladinho num embrulho e pagaram à vista. Nunca vou esquecer desta cena”, diz. 

CONSULTORIA DO SONO 

Para vender colchões terapêuticos num mercado altamente competitivo, não basta apenas um bom discurso. É preciso demonstrar e entender a necessidade do cliente. Funciona como uma consultoria. Tudo muito pessoal. “Medimos a cama, analisamos o biotipo da pessoa e até o travesseiro. De nada adianta ter um colchão de primeira se o travesseiro for de terceira, ou inadequado. Tudo influencia no sono”, afirma.

Um bom colchão é aquele que proporciona um alinhamento da postura e, consequentemente, uma boa circulação sanguínea para o organismo funcionar harmonicamente, segundo a explicação de Milanezi. Some-se a isso as terapias com a utilização da tecnologia de ponta, como infravermelho longo (FIR – Far Infrared Radiation), magnetismo, perfilado terapêutico (espuma de poliuretano especial), cromoterapia e vibromassageador.

E, se dormir é mais do que apagar a luz e fechar os olhos, lá vai a dica de quem entende. “Nossa vida é um tripé: alimentação, atividade física e repouso. Este tripé precisa estar alinhado para uma boa qualidade de vida e o colchão, é claro, faz parte deste conjunto”. 

Legenda:
Ederson e a esposa Mara: noites bem dormidas

 

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