Matérias

Edição 131
PÁGINAS AMARELAS

Solto no mundo

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Arquivo Pessoal

Publicado em 11/09/2019



Estar solto no mundo sempre foi estimulante para Leonardo Borges. Aos 23 anos, o estudante de Engenharia Civil da Unioeste vive em movimento.

Contrário ao curso calmo da existência, cultua a estrada. Viajar, para ele, é buscar, basicamente, duas coisas: paisagens deslumbrantes e pessoas incríveis. Já conheceu mais de dez países e, com sorte, quer conhecer todos os 194, mas não são os números que o motivam. É a vivência profunda por onde passa. Aliás, ele não apenas passa. Fica algum tempo e, num gesto de desprendimento e sabedoria, sabe a hora certa de partir.

Recolhe as melhores lembranças e segue viagem. Dos lugares que conheceu, não há nenhum mais acolhedor que o colo da mãe, Karin. Nenhum mais afável que a própria casa. “Só percebemos realmente o conforto em que vivemos quando o perdemos. Comida na geladeira, uma cama confortável, água potável na torneira, banho quente. Parece básico, acostumamos com isso. Aprendi a dar valor a cada uma dessas coisas quando eu entendi que muita gente no mundo não desfruta desses mesmos privilégios”. Leia esta entrevista e viaje com Leo!

O que lhe faz um viajante?
Acredito que o espírito viajante está em todos, alguns já o descobriram, outros ainda não. A evolução do ser humano foi uma consequência de inúmeras migrações ao redor do mundo, é natural esse desejo. Quando começamos a viajar aprendemos coisas muito importantes: conviver com o desapego (seja este de bens materiais, conforto ou até mesmo do afeto familiar) e viver o presente. Vivendo pelo mundo, conhecendo as mais diversas pessoas que vivem realidades completamente diferentes, aprendemos muita coisa; acredito que a principal delas é não nos prender ao passado e tentar aproveitar ao máximo cada dia. Aos poucos vemos o futuro como uma mera consequência do que somos hoje. Acredito que nos descobrimos viajantes quando aprendemos a apreciar cada dia vivido e querer ainda mais. 

O que você busca quando pega a estrada?
Quando eu coloco a minha mochila nas costas e vou pra estrada, eu busco basicamente duas coisas: paisagens deslumbrantes e pessoas incríveis. Existem lugares tão singulares que me imagino estar em um plano de fundo de computador; tudo é perfeito, as nuvens, a vegetação, animais selvagens que curiosos nos observam de longe. Me encontro em um estado de paz e contemplação que muitas vezes sento por horas em uma pedra a observar sem me preocupar em apenas tirar fotos ou fazer vídeos. Com o mesmo carinho que me lembro desses lugares, sinto gratidão por cada pessoa única que vivenciou comigo alguns deles, desde locais em busca de trocar conhecimento sobre nossas culturas tão diferentes, até viajantes de todos os cantos do mundo, em busca de companhia, um abraço amigo, compartilhar experiências de viagens, ajuda para tirar uma foto, ou simplesmente para desabafar sobre algo. 

Foi difícil dar o primeiro passo?
Sair de casa, se despedir dos amigos e ir para a estrada pela primeira vez é sempre o passo mais difícil; e mesmo viajando, criamos nossas “pequenas zonas de conforto”: uma cidade bonita, pessoas legais, um trabalho bacana... pode te prender por meses. Sair dali acaba sendo como sair de casa, já temos novos amigos, locais ou outros “viajantes presos”, um quarto, uma cozinha. É difícil, e quando isso acontece e precisamos seguir viagem, é necessário ir dormir com a certeza de que é o último dia naquele lugar, combinar com um amigo de seguir juntos para um próximo destino, pois muitas vezes ficar “mais um tempo” é a escolha mais fácil e, cada vez que tomamos essa iniciativa, o inesperado surpreende: lugares extraordinários que muitas vezes quase ninguém conhece, perrengues que nos fazem aprender a lidar com muita situação adversa. Encontramos novas pessoas, paisagens e aventuras, é cíclico.

Quantos países já conheceu?
Essa pergunta pra mim é complicada, eu evito ter um número de países, tenho uma ideia de quantos foram e é isso. Gosto de colecionar os carimbos, já passam de 30. Pra mim é uma recordação bacana, é muito legal viajar para mais um país, mas não é isso que me motiva. Um único país pode proporcionar tantas experiências únicas e que muitas vezes passam despercebidas por viajantes com pressa. Até agora viajei por algo em torno de dez países, na África, na Ásia e por quase toda América do Sul, a maioria deles mais de uma vez. É muito difícil conhecer um país todo, não importa o quão pequeno seja, sempre há muitos lugares que deixam de fazer parte do roteiro por inúmeros motivos. Peguei gosto por conhecer lugares novos com a minha família em viagens de férias, e como atleta de natação já começava a viajar sem meus pais aos 12 anos. Graças ao esporte tive a oportunidade de viajar pelo Brasil de Norte a Sul até o segundo ano da faculdade, quando aos poucos fui percebendo que viajar me motivava mais que o próprio esporte. 

Como você se mantém? Fale um pouco da rotina...
Quando a ideia é viver viajando você precisa basicamente de três coisas: comida, acomodação e transporte. Lugar pra dormir é simples, hostels pelo mundo todo aceitam voluntários, na maioria das vezes, oferecendo comida, além de tours pela cidade, aulas de surf, descontos, etc. Muitas vezes de passagem, sem tempo para voluntariar, é necessário pagar a hospedagem, negociando o valor e procurar quartos compartilhados. É possível encontrar facilmente lugares por cinco dólares para uma noite pela América do Sul. Quando o lugar não lhe fornece comida é necessário utilizar do dinheiro guardado para a viagem ou ganhar dinheiro. São inúmeras possibilidades, a ideia é trabalhar em lugares onde a moeda é valorizada e usar em países mais baratos. É possível trabalhar dando aulas de idiomas, como garçom, bartender, segurança, e até mesmo cozinhando para os hóspedes do hostel. Sempre aparece alguma coisa, é só estar disposto. Faz parte da experiência e dessa maneira acabamos fazendo amizade com muitas pessoas.

E os gastos com transporte?
Com exceção da Bolívia, em toda a América do Sul é relativamente fácil e seguro viajar de carona. Caminhoneiros e famílias com o hábito de ajudar viajantes, e que muitas vezes falam dois ou três idiomas, tornam a experiência ainda mais única. Não é o método mais seguro, mas, em caso de falta de dinheiro, é uma tentativa válida. Para os que ainda têm insegurança quanto a entrar no carro de um desconhecido, viajar de ônibus acaba sendo uma boa opção, com bons preços e serviços por toda a América. 

Consegue manter as amizades após o retorno?
Com certeza, essa é uma das melhores partes, reunir os amigos depois, contar tudo o que aconteceu. É uma das coisas que mais nos inspira a viajar. Sempre tem algum amigo que está meio distante no começo, com rotina de faculdade, trabalho... não nos falávamos muito enquanto viajava, mas aos poucos tudo vai voltando ao normal.

Nas viagens, passa por alguns perrengues?
Depois de um tempo aprendi a não me assustar tanto, manter a calma, lembrar que todo mundo tem dia difícil, que eu só estou vivendo os meus longe de casa. Perrengue faz parte, já dormi em rodoviária, chão de imigração, fiquei um dia todo esperando na beira da estrada por uma carona no meio do deserto. Eu já tive medo e isso acabava me limitando. Resolvi mudar a perspectiva. O ser humano tem o costume de acreditar em superstições quando não pode controlar ou compreender algo; e acredito que as coisas acontecem com um propósito. Aprendi com os árabes a expressão “maktub”; seria basicamente um “estava escrito, tinha que acontecer”, como se a vida fosse te fazer passar por dificuldades, mas que todas elas aparecessem quando estivéssemos prontos. Isso me trouxe conforto a cada situação passada, eu me apegava a essa ideia de que era o destino, aos poucos fui aprendendo a ver sempre o lado positivo de cada situação.

Pode nos falar de algumas destas situações?
No Chile caímos num golpe de táxi pirata dentro do aeroporto, no Egito quase fui preso quando fazia uma entrevista dentro de um templo. Ainda no Egito, tive uma infecção similar à caxumba, o diagnóstico foi algo inusitado, “uma doença oriunda do contato com os camelos”, minha primeira internação fora do Brasil. Já tive que ir para o hospital algumas vezes e, assim, aprendi a sempre ter alguns remédios básicos comigo, o que posso comer, e como devo me cuidar, manter a imunidade viajando é muito importante. 

E o acidente na Bolívia?
Foi próximo de Uyuni, nos Andes. Uma das rodas dianteiras do Jeep se soltou enquanto viajávamos durante a noite. Estávamos em alta velocidade e o motorista acabou perdendo o controle no terreno arenoso do deserto, nos chocamos com uma valeta na areia e com sorte não capotamos. Com o impacto, acabei batendo com a cabeça na coluna da janela, sangrava um pouco e, mesmo assim, enquanto esperávamos o resgate em plena madrugada nos deparamos com um céu estrelado incrível, entrar em pânico ou desespero era completamente inútil; nos restou apenas sentar e apreciar a vista.

Dias marcantes também no Peru e Equador?
Sim. No Peru pegamos um bloqueio na rodovia, tivemos que caminhar até a próxima cidade debaixo de chuva, numa região montanhosa. Foi algo em torno de 20 quilômetros que pareceram cem, com quase 30 kg de bagagem nas costas. Caminhava sem fazer ideia do quão longe era. Na costa do Equador foram 14 terremotos em um único dia, pessoas apavoradas, medo de tsunami, algo inacreditável. Tem coisas que pensamos que só acontecem com os outros, ninguém espera passar por isso.

E o ataque de águas-vivas?
Foi a situação que mais me deu medo. Nadávamos eu e um amigo longe da arrebentação, voltávamos nadando de uma corrida pela praia, quando passamos por uma área repleta desses animais, com coloração azul. Era impossível ver de longe o que de dentro da água parecia uma verdadeira sopa. Sentindo as fortes queimaduras, rapidamente o corpo começava a sofrer os efeitos da toxina e as pernas e braços não respondiam com tanta facilidade; conseguimos nadar até sair da água e, na areia, desmaiamos. A praia era totalmente deserta; acordamos à noite, com frio, muita dor de cabeça e inúmeras marcas pelo corpo.

Qual a lição disso tudo?
Todas as situações adversas que passei viajando me ensinaram muita coisa, mas durante meu mochilão pela América o celular parou de funcionar; comprar outro era fora de cogitação, eu teria de seguir viagem sem contato com a família, sem aplicativos de mapas, tradutor, sem redes sociais. Eu ganhei um livro com mapas de algumas cidades, dicas e roteiros. Era o meu guia. Foi a coisa mais incrível que me aconteceu naquela viagem, eu conheci muitas pessoas, conversava, observava muito mais os lugares, meus dias pareciam ter muito mais tempo. Eu lia mais, interagia mais, descansava mais. No fim descobri que viajar podia ser ainda mais prazeroso do que estava sendo. Não espero os perrengues que estão por vir a cada viagem, mas tento entender que tipo de situação posso enfrentar em cada lugar, animais perigosos, doenças, desastres naturais, atentados terroristas. Até evito procurar muito sobre históricos recentes, etc. Viajar com medo não é meu objetivo. 

Qual destino foi o mais impactante? Por quê?
Acredito que visitar a tumba de Tuth Anh Kamun foi a coisa mais incrível que eu pude fazer, tantas histórias, o mito da maldição, eu via isso na Discovery, no History Channel. Era coisa de televisão pra mim. Quando cheguei lá não conseguia conter a minha ansiedade. O caminho até onde estava a múmia é escuro e muito íngreme até o fundo da tumba, mesmo assim é possível ver cada um dos escritos e as pinturas incríveis realizadas nas paredes e teto. O corpo do antigo faraó ainda estava lá dentro, uma proteção de vidro me separava de uma das múmias mais famosas do mundo, foi indescritível. 

Destacaria outros destinos?
As pirâmides do Egito, Machu Picchu, as Cataratas do Iguaçu, o deserto do Saara e os vulcões também foram extremamente significativos. É isso que me inspira viajar. Lugares que eu sorria por simplesmente estar lá, olhar uma paisagem e me emocionar. Lembrava da época da escola, das imagens dos livros de história, de quando criança vendo televisão e me imaginava nos lugares que apareciam. Eu queria poder ver, escutar, sentir aquilo ao vivo. Era como estar preso em um sonho.

E o mais acolhedor?
Não tem lugar mais acolhedor nesse mundo que um colo de mãe, que a nossa própria casa. Pode ser uma piscina de água termal na selva peruana, uma ilha no Caribe e um resort na praia. Nada que seja mais acolhedor que aquele abraço quando chego de viagem. É impossível conter a emoção. A saudade, que nos dias difíceis enchia os olhos de lágrimas, chega ao fim. Só percebemos realmente o conforto em que vivemos quando o perdemos. Comida na geladeira, uma cama confortável, água potável na torneira, banho quente. Parece básico, acostumamos com isso. Aprendi a dar valor a cada uma dessas coisas quando entendi que muita gente no mundo não desfruta desses mesmos privilégios. Acostumar a viver sem eles não é difícil, mas ao voltar vemos o quanto as coisas são mais fáceis perto da família. Viajar é maravilhoso, mas chegar em casa é sensacional.

Como você se vê diante do mundo, de tantas culturas diferentes?
Eu sempre tento me inserir na comunidade, evito ficar em lugares isolados, quero conhecer as pessoas, e tento ao máximo me sentir em casa. É necessário se adaptar, aprender algumas expressões locais, não usar roupas chamativas, etc. São tantas culturas diferentes, e tantas pessoas dispostas e em busca de trocar conhecimento e aprender sobre o mundo, que a população local acaba nos acolhendo de uma maneira surpreendente. Até então nunca me senti desconfortável ou que não era bem-vindo em algum lugar. Em todos os lugares em que estive mudei meu ponto de vista sobre cada cultura. A mídia hoje mostra muito pouco a realidade de lugares distantes, tudo é generalizado. A cultura de cada país é descrita brevemente como se as pessoas em todas as cidades fossem iguais, e isso acontece em todo o mundo. Meu maior choque foi perceber que, para o mundo todo, o brasileiro é um jogador de futebol, que samba e vive na praia.

O que difere um viajante de um turista? 
O viajante se insere mais na cultura local. Lugares incríveis e culturas fascinantes podem passar despercebidos pelos turistas, mas nunca para um viajante. Pessoas que viajam apenas para contar um país a mais viajado, e não se interessam pela cultura local, querem pagar e receber um serviço em troca, e nada mais. O único contato do turista com a população local é sempre em uma relação de consumidor/fornecedor, e, quando conseguimos sair dessa situação, rodar o mundo como um viajante e nos inserir em cada lugar como uma pessoa local, o resultado é surpreendente.

E os projetos voluntários? Quando surgiu esta vontade de ajudar o próximo?
Tudo começou quando eu descobri os portais da Aiesec e do Workaway, viajar com uma proposta diferente, experiências absolutamente singulares e que antes eu imaginava precisar passar por processos seletivos difíceis, burocracias e documentos para entrada e saída dos países e principalmente muito dinheiro. Meu primeiro trabalho voluntário foi no Egito. Éramos uma equipe de filmagem e reportagem que viajava o tempo todo em busca de imagens e relatos de turistas que pudessem ajudar a melhorar a situação do turismo no país, o qual estava muito reduzido pelos conflitos políticos na região. No início deste ano trabalhei em um projeto em Cochabamba, na Bolívia, ensinando natação a crianças de um projeto social. Sempre foi um sonho poder compartilhar um pouco daquilo que aprendi na natação.

Tem saudade de casa? Chora? Se emociona?
Acredito que quanto mais tempo passamos longe de casa, mais fácil é para lidar com a saudade; mas mesmo assim chorar é completamente normal. Um dia difícil, uma data importante, uma recordação no Facebook, tudo vira motivo. Mas nem sempre é tristeza, lágrimas de felicidade são presentes o tempo todo: um reencontro com um amigo, um destino muito esperado, e, principalmente, as lembranças e memórias que ficam em meio a tantos encontros e despedidas enchem nossos dias de emoções.

Quando retorna pra casa, qual é a primeira coisa que faz?
Matar a saudade da família e dos amigos é fundamental, contar dos perrengues, mostrar os vídeos e coisas absurdas que acontecem na estrada, mostrar um pouco de como era a rotina viajando e como a gente tenta lidar com as situações inesperadas. Além disso, tento ao máximo dar atenção para o meu cachorro, o Brun. Somos bem próximos e ele faz uma falta absurda quando estou longe de casa. Na próxima viagem vou planejar melhor, criar um roteiro bacana e viajar um pouco com ele. Acredito que a experiência será incrível.

E quais projetos futuros?
Os planos para o futuro sempre acabam mudando um pouco. No momento, a ideia é voltar para a África e passar um tempo fazendo voluntariado em regiões mais precárias. Quero trabalhar com projetos na área do meio ambiente e com crianças. Comecei a aprender francês para facilitar um pouco as coisas, não é obrigatório, mas em lugares mais remotos só o inglês e o espanhol não bastam. Parece ousado demais pensar em um dia ter visitado os 194 países do mundo. Vivendo pouco mais de um mês em cada um, são quase 20 anos viajando. Viajar me inspira, conhecer pessoas me motiva muito, pode ser que um dia eu tenha um hostel pelo mundo, pode ser que eu canse e queira parar de viajar. Conheci pessoas que largaram o emprego dos sonhos pra viajar o mundo sem data pra voltar pra casa, trocando uma rotina desgastante e estabilidade financeira por uma liberdade de estar onde quiser e quando quiser. Evito me apegar muito ao futuro, cada dia longe de casa pode ser imprevisível, planos mudam rapidamente, e acredito que essa instabilidade é o que motiva tantos mochileiros pelo mundo. 

O mundo é meu quintal...
Essa expressão me encanta, nunca gostei de apartamento. Quando imagino uma casa, eu imagino primeiro o jardim, o espaço para o meu cachorro, cheio de árvores, uma piscina. Eu brinco com os meus amigos que viajar é uma “olhadinha sem compromisso” de uma vitrine cheia de lugares incríveis e culturas que podemos escolher pra morar. Meu objetivo é ir, um dia, viver no país que mais me encantar, mas antes eu preciso conhecer cada um deles como se eu fosse local. Nesse gigante que é o mundo, cheio de aventuras e possibilidades, enquanto vou aproveitando cada dia, vou observando de forma discreta e aos poucos vou decidindo, onde é que vou colocar o meu quintal.


“Não tem lugar mais acolhedor nesse mundo que um colo de mãe, que a nossa própria casa”
“Nossos companheiros de viagem vão mudando a todo momento. Viajamos só, mas raramente estamos sozinhos”
“Quando conseguimos rodar o mundo como um viajante e nos inserimos  em cada lugar como uma pessoa local, o resultado é surpreendente”

 

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