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SHOW RURAL

O emprego que vem do crédito

Publicado em 06/02/2020


A cada R$ 36 mil de crédito concedidos pelas cooperativas, uma nova vaga de emprego é criada no país

Em sua passagem pelo Show Rural Coopavel, o presidente nacional do Sicredi, Manfred Dasenbrock, repercutiu, em entrevista coletiva, o recente estudo divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre o impacto do cooperativismo de crédito na economia brasileira. Para ele, dois pontos da pesquisa merecem destaque. Um deles é sobre o impacto do crédito concedido pelas cooperativas no PIB brasileiro: cada R$ 1,00 concedido em crédito gera R$ 2,45 no PIB da economia. 

O outro é sobre a criação de empregos. “A cada R$ 36 mil de crédito concedidos pelas cooperativas, uma nova vaga de emprego é criada no país. Se trouxermos isso para o Show Rural, por exemplo, em que estão sendo disponibilizados R$ 500 milhões em crédito, podemos dimensionar a amplitude deste impacto”, disse.

Ao defender que as cooperativas de crédito são o único instrumento legal capaz de fazer frente à avareza dos bancos, Dasenbrock lembrou a história de um dos precursores do cooperativismo de crédito, o alemão Raiffeisen, que vendo o sofrimento do povo rural, frequentemente submetido a práticas abusivas de agiotagem, fundou a primeira cooperativa de crédito. 

Os pilares defendidos por Raiffeisen lá atrás como a solidariedade, a ajuda mútua, o interesse pela comunidade e a gestão democrática, segundo o presidente, se fortaleceram ao longo de tempo. “E, o Sicredi, ao seguir estes princípios e praticar os mesmos valores de seus fundadores, tem ajudado a desenvolver pessoas e comunidades de forma sustentável, pois tudo aquilo que é captado, é reinvestido na região”. 

Presente na coletiva, o vice-governador Darci Piana, reiterou o Sicredi como um exemplo a ser seguido justamente por este retorno. “Se você colocar seu dinheiro em outro sistema financeiro, ele vai para outro país. Na cooperativa, ele fica na cidade, desenvolve a região”. Na esteira deste desenvolvimento, reforçou o presidente da Sicredi Vanguarda, Aldo Dagostim, está o relacionamento com o associado. “São pessoas ajudando pessoas”.

O ESTUDO DA FIPE
O estudo avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativas de crédito entre 1994 e 2017, cruzou informações do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) e concluiu que o cooperativismo incrementa o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando, portanto, o empreendedorismo local.

A pesquisa encomendada à Fipe pelo Sicredi utilizou a metodologia de Diferenças-em-Diferenças, principal método científico para avaliações de impacto de políticas públicas no mundo. Os resultados estimados pelo Sicredi a partir do estudo, consideraram o bom desempenho econômico de 1,4 mil municípios que passaram a contar com uma ou mais cooperativas durante o período de pesquisa. 
Os cálculos do Sicredi, com base no estudo da Fipe, mostram um impacto agregado nestas cidades de mais de R$ 48 bilhões em um ano. Ainda, as cooperativas de crédito foram responsáveis pela criação de 79 mil novas empresas e pela geração de 278 mil empregos. 
 

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