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Quando a casa cai...


Foto(s) Bruna Scheidt

Publicado em 15/05/2020


A personal organizer Sandra Zini fala da reconexão das pessoas com suas casas em tempos de pandemia e de como um profissional da organização pode ajudar no dia a dia

A casa caiu durante a quarentena? É, ninguém disse que seria fácil. Durante a pandemia, muita gente fez descobertas incríveis sobre suas casas. Alguns até descobriram que tinham casa. “De certa forma, houve um despertar. Um novo olhar. E, organização e limpeza viraram assunto sério”, afirma a personal organizer Sandra Zini, da SZ Produtos Organizadores.

Com mais tempo em casa, explica Sandra, as pessoas começaram a remexer gavetas, olhar cada cantinho, dar novas utilidades a utensílios e decorações, separar o que serve e o que o não serve, o que usa e o que não usa mais. “Esse movimento além de trazer mais organização e leveza, também traz mais conforto e aconchego aos lares”, diz. 

O gesto de cuidar do lugar em que se habita, para a personal, também é uma forma de demonstrar amor. “E nada melhor que utilizarmos esse tempo para também aprender a olhar nossos lares com mais cuidado e carinho”, reforça. 

ORGANIZAR E ARRUMAR
Agora, há uma diferença entre organizar e arrumar. É aí que entra a profissional da organização. Arrumar é deixar tudo ´ajeitadinho`, um solução temporária. “Já organizar é método”, explica Sandra. 
E, quando se fala em método, fala-se em algo definitivo, com a setorização e categorização, levando sempre em conta a rotina e as preferências das pessoas que habitam esse lar ou que trabalham nesse local. “É uma ferramenta para facilitar a vida dos moradores de forma racional”.

SAÚDE MENTAL
Manter a casa organizada e limpa não é apenas uma questão de higiene, mas de saúde mental. “Alguns autores dizem que o exterior reflete o interior, mas ouso afirmar que o exterior pode, sim, interferir em nosso interior”, afirma. 

Um exercício prático é fazer uma analogia simples. “Sabe quando nossa cabeça está cheia de ideias e não sabemos por onde começar e parece que até os pensamentos se misturam?”, indaga Sandra.
É neste momento que entra a organização.  A dica é começar pela carteira. Tire tudo (documentos, cédulas, moedas e papéis) e organize. Depois, vá para a bolsa. Pronto, primeira etapa vencida. Agora, vá para sua mesa de trabalho, tirando e vendo o que realmente é necessário. Qual é a sensação? Está se sentindo melhor?

Pronto. Etapa final. Vá para sua casa. A dica é começar pela sala, tirando tudo aquilo que não é usado, sapatos, meias, livros, copos, brinquedos, colocando almofadas e mantas no lugar.  “Vá passando cada cômodo. Ou, sem tempo para isso, uma gaveta por dia. Como se sente? Ajudou?”, pergunta. 

Provavelmente, reforça, a sensação de leveza virá e, às vezes, aqueles problemas sem solução, ou aquela preocupação tomará outra proporção. “Então, ambientes organizados, mas claro com seu toque pessoal, poderão sim contribuir para com o bem estar emocional de todos que habitam”. 

Que pergunta devo fazer quando estou em dúvida sobre me desfazer ou não de objetos, roupas...?
Existem várias: usei nos últimos seis meses? Está estragado? Está quebrado? Tem como arrumar/consertar? Mas uma dica de ouro da japonesa Marie Kondo (guru da organização) que vale para nossa vida é “Isso me traz alegria?”. Se a resposta for sim, mantenha com você, caso contrário, dê o destino adequado (jogue fora, doe, conserte).

Qual a dica de ouro para quem quer ter um ambiente organizado?
A dica de ouro é cada objeto tem seu lugar.  Após usar, colocar de volta. Isso se torna um hábito e, com o tempo, fazemos sem nos darmos conta e a organização se mantém. 

 

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