Matérias

Edição 141
RAFENI

Uniformes com design

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Bruna Scheidt

Publicado em 20/07/2020



Criada há quatro anos, mas com um know-how de quase duas décadas, a Rafeni Uniformes segue padrões da alta costura em sua linha de produção

Você já imaginou usar um uniforme com a mesma classe da famosa marca Dudalina? Já parou para pensar que o uniforme é o cartão de visitas da sua empresa? Que interfere diretamente na autoestima empresarial? Pois bem, todos estes questionamentos foram feitos pela família Ledesma antes de decidir pela abertura da Rafeni Uniformes em Cascavel. 
 
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Embora a empresa tenha apenas quatro anos, a história no ramo de confecção é longa. Sim, eles já produziram para a Dudalina. Também produziram para a Malwee, Ogochi e Breda, entre outras tantas grifes. Antes da crise de 2015, a Rafeni, instalada em Ampére, fabricava 12 mil camisas por mês, uma média de 600 peças/dia. Para dar conta da demanda, uma equipe de 60 colaboradores.
 
 
/arquivos/images/BRU_5160.jpg Com a crise, a derrocada geral. “Chegou um ponto que a fábrica valia mais morta do que viva, pois as despesas só aumentavam. Quando fechamos, vendemos todo o patrimônio, casa, terreno e maquinário para quitar as dívidas trabalhistas”, conta André Ledesma, diretor comercial da Rafeni, que à época cuidava de toda a produção  da indústria. “Eu sofri muito. Quando a gente empreende com alma é como  perder um filho. Nem em sonho imaginei que a empresa pudesse quebrar”.

E quebrou. Porém, a vocação para o trabalho falou mais alto. Em 2016, com três máquinas que restaram, abriram a empresa de uniformes no porão de uma casa alugada, já em Cascavel. Durante o dia, André ajudava os pais Rafael e Loreni na confecção, e à tardinha ia de porta em porta distribuir panfletos nas empresas da Av. Brasil. Os pedidos eram mínimos, mas os produtos sempre caprichados. “Esta excelência vem do trabalho em facção. O pessoal da Dudalina fazia vistorias frequentes e, se encontrassem um milímetro fora do padrão, tínhamos que refazer”, explica André.

De boca em boca, a Rafeni foi ganhando clientes e o porão ficou pequeno. Mudaram-se para uma sala comercial de pouco mais de 40 m² e, em pouco tempo, para o endereço atual, um espaço seis vezes maior já contemplando os projetos de expansão. A aquisição de novos e modernos equipamentos, a contratação de mais duas funcionárias e de fornecedores altamente qualificados vieram na esteira do crescimento. 

ARTE DE FIDELIZAR
Como resultado de todo este esforço, a fidelização dos primeiros compradores e o movimento natural e diário de atração de novos clientes. “Os pequenos foram trazendo os grandes, mas nosso carro-chefe continua sendo os micro e pequenos empresários”, diz. Das grandes empresas, em torno de 30% de toda a carteira, vêm a segurança da reposição mensal de peças. 

Além de toda a preocupação com a qualidade, desde a compra do tecido à contratação de fornecedores, incluindo aí as costureiras, bordadeiras e empresas de estamparia, a Rafeni retém clientes pelo atendimento. “Isso é uma prática comum na empresa, atender bem a todos sem distinção e, mais que isso, resolver o problema do cliente, cumprindo prazos e atendendo sua expectativa”.

Para manter esta engrenagem, pulso firme. Tanto para recusar pedidos em que a pessoa sugere um tecido de qualidade menor quanto para aceitar um pedido maior dentro de um prazo exíguo, mas possível de se cumprir.  Agora nem tanto, mas, logo no início, André demorava a acreditar quando recebia uma ligação para orçamentos bem mais expressivos que a média. “Levei algum susto. Já aconteceu de ligarem pedindo mil camisas. Mesmo sem poder fazer uma quantidade destas, fico feliz, pois demonstra o nosso potencial”.
 
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Padrão Loreni 
Meticulosa, Loreni nem precisa de lupa para detectar algum problema nas peças. Antes de montar a indústria, tinha uma loja de confecção. Ali, aprendeu tudo sobre vestuário. Depois, quando ela mesma passou a pilotar as máquinas de costura, o nível de exigência só aumentou. “Não conheço ninguém que faça uma camisa polo como eu”, diz. Agora, com o aumento da produção e a contratação de faccionistas, faz questão de sentar ao lado de cada uma e repassar seus conhecimentos nos mínimos detalhes.

Portfólio crescente
Nestes quatro anos, o portfólio da Rafeni também cresceu. Da camiseta básica, camisa polo e moletom, passou a fabricar aventais, toucas, bonés, jaquetas, calça legging, calça de brim e, mais recentemente, camisaria. “Dentro do segmento corporativo há um leque grande e vamos criando novos produtos de acordo com a necessidade do cliente”, frisa André.
 
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