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Edição 146
EMPREENDEDORES DA ALDEIA

Nina Nunes, a marca da Elisângela

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 18/12/2020



Com o apoio do marido, a costureira Elisângela criou a Nina Nunes, uma pequena confecção de baby doll, robe e camisola

 
Elisângela Nunes teve coragem de fazer o que muita gente sonha: criar o próprio negócio num setor que sempre atuou, a moda. Após perder o emprego, durante a pandemia, uniu a experiência de quase 20 anos como costureira à estrutura já montada em casa para criar a sua marca. 

Com o apoio do marido, o designer gráfico Danni Nicolino, nasceu a Nina Nunes, uma pequena confecção de baby doll, robe e camisola. O projeto ainda está pequeno, com vendas restritas às amigas e vizinhança no bairro onde mora. “Dá uma insegurança no início. Estava acostumada com emprego, salário certo todo mês, não deixa de ser um desafio”, diz.
 
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Todo o know-how de Elisângela vem de uma grande camisaria em que trabalhou, primeiro como auxiliar. Em menos de um mês no emprego, foi selecionada entre mais de cem funcionários para fazer um curso de corte e costura no Senac. “Mesmo depois do curso, fiquei mais dois anos fazendo casinha de botão e queria muito ir para a costura, mas como eu era ágil, não me colocavam pra costurar. Minha encarregada insistiu tanto que conseguiu”, conta.

Na costura, errou muito. “Era péssima, mas com paciência fui aprendendo”. Aprendeu tanto que virou uma espécie de coringa na indústria. Quando faltava alguém, lá ela estava substituindo. Com padrões rígidos, atuou também na pilotagem (confecção de peças piloto) e aprendeu a focar nos pequenos detalhes. Isso faz toda a diferença nas peças da Nina Nunes. “Capricho no material e no acabamento”.
 
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INSPIRAÇÃO NA INTERNET
Para criar modelos, a empreendedora pesquisa referências na internet e coloca sua marca pessoal. Nas peças delicadas, muita atenção para o conforto. “Uso renda para dar um toque especial na peça, mas não descuido do corte e dos outros materiais. É possível, sim, fazer uma peça bonita e agradável de usar”. 

Aos 39 anos, Elisângela sabe do potencial do seu produto, pois já tem cliente fiel. “Estou tímida ainda, pois com a pandemia migrei para a confecção de máscaras e toucas também; mas logo, logo estarei totalmente focada na minha marca. Sonho em crescer, gerar emprego e ver os meus produtos conquistando mercado”.
 
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