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ONCOLOGIA

CEONC Hospital do Câncer e o estado da arte

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 04/02/2021


Referência em tratamento oncológico no Paraná e oitavo maior serviço do Brasil, CEONC se aproxima do estado da arte

 
Desde que foi criado, há 27 anos, o CEONC Hospital do Câncer vem se notabilizando como centro de referência no tratamento contra o câncer. O Hospital, conhecido pelos altos e constantes investimentos em tecnologia e estrutura, é destaque também pela equipe multidisciplinar, incluindo aí mais de 30 especialistas em diversas áreas da Oncologia.

Para elevar constantemente esse patamar, todos os esforços estão sempre voltados para o que se chama de “estado da arte”. Na Oncologia, isso se traduz por precisão. Numa linguagem simples, é fazer o máximo com o mínimo de invasão. “É ir direto no ponto específico sem agredir outros tecidos, gerando menos efeitos colaterais e maior controle da doença”, explica o diretor Técnico Médico, doutor Reno Paulo Kunz. 

Isso já é uma realidade no CEONC, pois é o único do Paraná que dispõe do Elekta Infinity, um equipamento que permite sessões mais rápidas e eficazes de radioterapia. Outro ponto que se destaca é o nível altíssimo de segurança nos tratamentos com esse equipamento e a possibilidade de menor tempo de tratamento por sessão. Essa tecnologia se soma a outras, como o PET/CT, revolucionária técnica de Diagnóstico por Imagem, que além de mostrar imagens da anatomia do corpo humano, avalia alterações metabólicas do organismo.
 
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Equipamento PET/C é o único da região


OITAVO SERVIÇO DE ONCOLOGIA DO PAÍS
“Criamos objetivos e, de fato, somos muito perfeccionistas. O CEONC tem atingido as metas que foi estabelecendo e ainda pensamos em chegar num patamar muito além deste aqui”, afirma o Diretor Técnico Médico, doutor Reno. A razão: a Oncologia, segundo ele, não é só operar. “As tecnologias estão aí para isso. Reduzir tempo de tratamento e de sofrimento. Assim como temos cirurgias minimamente invasivas, logo teremos outras possibilidades e o CEONC estará acompanhando e incorporando novos protocolos de tratamento”.
 
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Diretor Técnico Médico, doutor Reno Paulo Kunz

VÁRIAS ESTRADAS, UM ÚNICO DESTINO
Com tecnologia equivalente ao que se tem em grandes centros e uma estrutura de mais de 10 mil m², o grande tesouro do CEONC está em sua equipe. “Máquinas não fazem nada sozinhas”, frisa o diretor. “Elas são instrumentos para que o profissional possa fazer a intervenção adequada”, complementa.

Se o resultado final é a soma de tecnologia e recursos humanos, cabe às pessoas, ou seja, aos profissionais, sabedoria para agregar. E nisso douto Reno é mestre. Numa analogia às estradas, ele exemplifica o que é interdisciplinaridade na prática. 

Se você tem um destino e uma única estrada possível, explica, o trajeto fica monótono. “Agora, se você tem várias estradas, um faz uma trilha, o outro percorre outro caminho e, assim por diante, até se encontrarem no final, cada um vai defender o seu trajeto. Pode ser que o meu seja pior que o do colega. Aí eu preciso ter humildade para ouvir, ceder e refazer meu traçado”, ensina.

O tratamento oncológico, salienta, é isso. “São opiniões diferentes visando um objetivo único. E só crescemos na diferença”. Num primeiro momento pode-se pensar que as mais de 30 especialidades clínicas e cirúrgicas são um exagero para um hospital do interior. Não na visão de doutor Reno. “Na Medicina em geral, mas na Oncologia especialmente, quem trata uma área específica, teoricamente trata melhor do que quem faz geral”.

Foi pensando assim que ele fez do CEONC, inicialmente uma célula única, um grande complexo hospitalar. “Fomos agregando e os resultados começaram a surgir. A expansão veio junto com a demanda regional”. 

O serviço era restrito à parte cirúrgica. Depois, veio a quimioterapia. Em 1998, o grande salto com o primeiro aparelho de radioterapia. “O que diferencia um Centro de Oncologia é a radioterapia. São investimentos muito relevantes e com retorno muito exíguo. A maioria coloca uma boutique de quimio, que é mais barato, e não coloca radio, mas é a radioterapia que faz a diferença”, afirma.
Com este aporte, o CEONC começou a se concretizar como centro de referência, sem nunca descuidar de novos investimentos. Em 2007, o Hospital foi construído, possibilitando a unificação de todos os serviços – parte médica, cirúrgica, ambulatorial - num só lugar. 

As novas tecnologias foram uma consequência. Primeiro um equipamento de radio de maior resolução. Depois, consolidando a parte de imagem, a aquisição do PET-CET (é o único da região). “O PET é o melhor exame que se tem na oncologia. Se você tiver dez exames e optar por um, tem que deixar de fazer nove e fazer o PET”, explica o médico. Mais recentemente veio o Elekta e as cirurgias minimamente invasivas. E, se depender do doutor Reno e sua equipe, há um longo caminho pela frente...

O Hospital se prepara para dar um novo salto: a tecnologia biológica. “Temos todas as tecnologias materiais, mas precisamos avançar em biologia molecular. Isso será uma revolução nos tratamentos”, explica doutor Reno.

O projeto é tão ousado que em breve, Cascavel estará inserida no “mundo das investigações” através de um centro de pesquisa. “Até o final do ano, estaremos com este Centro funcionando e todos os profissionais daqui estarão conectados mundialmente”. 
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LONGEVIDADE E PREVENÇÃO
O neurocientista francês David Servan-Schreiber é categórico ao afirmar que todos temos um câncer dormindo. “Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanentemente. É assim que nascem os tumores”, explica. “É claro, vivendo mais tempo, mais chance de desenvolver a doença”, reforça dr. Reno. 

A teoria é simples: o câncer pode surgir a qualquer momento. O que se pode fazer então? Primeiro, não criar um ambiente propício para ele se desenvolver, ou seja, adotar estilo de vida mais saudável. E, mesmo que o desenvolvimento de um câncer, em geral, tenha muitas causas, é possível também trabalhar a prevenção e o diagnóstico precoce. “Detectando no início, você consegue tratar. Os casos que você não cura, você cronifica e a pessoa vive anos e anos com a doença controlada”, diz. 

Por isso, além de todos os tratamentos oferecidos, o CEONC vem trabalhando de maneira mais intensa a prevenção. “São campanhas pontuais com algumas patologias visando justamente levar conhecimento e mudanças de hábito à sociedade”. 

Para conhecer um pouco mais sobre o CEONC, acesse o site:https://www.ceonc.com.br/


 

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