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Edição 148
FUNDAÇÕES

Os pilares da Fungeo

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 17/03/2021


                                                                                                    Izercy, Gerson e Vinicius Lorenzi: as três gerações da Fungeo

Referência em Fundações e Sondagens, a Fungeo chega aos 33 anos determinada a quebrar novos paradigmas

Pouco tempo depois de se formar pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o geólogo Gerson Lorenzi trouxe para Cascavel uma nova expertise em fundações e sondagens. Com o apoio do pai, Izercy Lorenzi, nascia a Fungeo.
 
O ano era 1988 e pouco se falava em verticalização. Muito menos em processos novos de fundação. No início houve muita resistência. A Fungeo foi a primeira a trazer equipamentos de estacas escavadas para a região, mas ninguém queria fazer porque “as casas iam cair, os prédios iam cair”. 

Hoje, olhando sob qualquer ângulo, é possível perceber que a silhueta da cidade é outra. Prédios e mais prédios, gruas e guindastes, grandes construções. Acompanhando esta evolução, a Fungeo cresceu. Sob o solo, fortes alicerces. No horizonte, a confiança. Novas tecnologias foram incorporadas, e, novamente, foi pioneira (Hélice Contínua Monitorada, Raiz e Sondagem SPT Automatizada).

A empresa que começou com Gerson vendendo os serviços e operando uma pequena máquina Strauss e Elisete no administrativo, hoje tem mais 25 equipamentos de última geração e perto de cem colaboradores; entre eles, engenheiros civis, engenheiros geotécnicos e geólogos.

As obras também ultrapassaram as fronteiras da região Oeste e alcançaram outros estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nestes 33 anos, entre fundações e sondagens, mais de 10 mil obras no portfólio. O crescimento, porém, não veio do dia para a noite. “Os primeiros dez anos foram muito difíceis”, lembra Gerson. “A máquina quebrava no meio da obra, não tínhamos muitos recursos, mas tínhamos um propósito. Foi ele que nos trouxe até aqui”. 

APRENDENDO COM O SOLO
Quando se fala em solo, fala-se em geotecnia, ou seja, o estudo do solo. Para a Fungeo chegar ao patamar de hoje, onde é referência, foram anos e anos de estudo e trabalho. Mais que isso. Respeito com a natureza, principalmente com os diferentes tipos de solo. “Quanto mais a gente conhece o solo, mais percebe que é necessário estudar mais minuciosamente”, frisa. 

É este estudo que determina o sucesso de uma fundação. “Cada projeto tem a sua complexidade, não existe uma generalidade”, explica o geólogo. Da mesma forma, não se permite erro. “Fundação não é simplesmente fazer um buraco. Isso qualquer um faz. Desde o início, nós trabalhamos com cálculos, com precisão, para a busca das melhores soluções técnicas”, afirma.
 
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Elisete: gestão administrativa e financeira com pés no chão


INOVAÇÕES TECNÓLOGICAS
Outra característica de Gerson que se reflete na identidade da Fungeo é a coragem de investir. Se há uma tradição dentro da empresa que não muda desde outubro de 1998 é a definição de metas para melhoria das tecnologias. E não se trata de qualquer investimento, nem a qualquer custo. 

Entra aí novamente o olhar estratégico para estudar os cenários e gerenciar a relação custo-benefício. A fórmula não é tão simples quanto pegar um trado e cavar a terra. Exige planejamento e lucidez. Olhando pelo prisma do alicerce, é crescer de forma sustentável, avaliando riscos, mas não os deixando paralisar. O mercado exige esta atualização constante. “As obras têm pressa”, diz Gerson, lembrando que o crescimento exponencial da empresa começou em 2005 alinhado ao salto na construção civil.
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Gerson e Vinicius nun canteiro de obras: confiança entre pai e filho


PEQUENAS E GRANDES OBRAS
Esta visão, nem para pessimismo, nem para excesso de confiança, levou a Fungeo a grandes obras, a exemplo das passarelas da Cataratas do Iguaçu, viadutos da BR 227, Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, Cataratas JL Shopping, obras do agronegócio como da Cooperativa Lar, Frimesa, Supermercados Allmayer, entre tantas outras obras residenciais, comerciais, industriais e de infraestrutura. 

O mesmo know how será empregado na construção da Roda Gigante de 88 metros de altura no Marco das Três Fronteiras, Viadutos do Trevo Cataratas em Cascavel, contorno para a nova ponte para o Paraguai, entre obras de grande importância para a nossa região. “A minha realização profissional é esta. É passar pelas obras e sentir-me parte da história de cada uma delas”, diz. E, ao contrário do que muitos pensam, pequenas obras sempre são muito bem-vindas. “A única coisa que não fazemos é obra sem projeto”, destaca. 

SEM "MIMIMI"
Tal pai, tal filho. Esta é a máxima, certo? Não na família Lorenzi. Vinicius, de 34 anos, complementa o pai. Enquanto Gerson carrega o peso do controle de toda a operação, Vinicius cuida da parte de engenharia. Formado na Unioeste, com mestrado e doutorado em Fundações, ele trouxe uma nova vibração, uma nova linguagem para o negócio da família. 

Para isso, juntou a vivência de menino trabalhando como office boy, com a própria inquietação juvenil. Ágil e muito ligado às tendências, transformou a logomarca criada pelo pai há três décadas em um ícone de referência. Para se comunicar melhor com seu público, modernizou a marca, mantendo o conceito. 

Sem “mimimi”, usou o poder das redes sociais e criou o famoso perfil no Instagram, o “Fundações Sem Complicações”, com mais de 121 mil seguidores. Ali, trata do tema de maneira leve e descontraída, desmistificando alguns conceitos e apresentando fundamentos técnicos para quem ainda “economiza” na hora de construir. 

E olha que os argumentos são muitos. “Uma fundação mal feita é sinônimo de problemas estruturais graves. Isso sem falar em situações ainda piores, como desabamentos. É uma economia impensada”, reflete Vinicius. “Quem contrata a Fungeo contrata porque quer segurança na obra. Não quer que a obra tenha problemas na fundação. Simples assim. E nós sabemos o que estamos fazendo”, reforça.

PROCESSOS AUTOMATIZADOS
O empenho em otimizar tempo, sempre investindo em maquinários modernos e, na mesma proporção, em recursos humanos, se vê nos números. Se lá atrás uma estaca de 20 metros de profundidade consumia um dia e meio de trabalho, hoje é feita em 15 minutos. Com um detalhe: tudo computadorizado. Pelo celular, é possível ver tudo lá embaixo, tipo de solo, estrutura, capacidade, etc. “Uma evolução inimaginável”, comenta Elisete, que largou Porto Alegre para acompanhar o marido na precária Cascavel dos anos 1980. “A empresa cresceu com a cidade e nós nos preparamos para acompanhá-la, transpondo barreiras sempre alicerçados em dois pilares: honestidade e qualidade”, conclui Gerson. 
 
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CONFIANÇA, O PESO 
DE UMA PALAVRA

Se confiança é a base de qualquer negócio, em se tratando de fundação tem um significado ainda maior. Na Fungeo, “confiança” é uma palavra com sentido amplamente difundido. Em todos os materiais de divulgação, ela não só expressa o DNA da empresa, como também espelha a sua história. “Esta confiança é resultado de fazer o que tem que ser feito e nunca superdimensionar projetos e valores”, diz Vinicius. 
 
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“Desde a sua fundação, a Fungeo sempre quebrou paradigmas, mas nunca se
afastou de seus pilares: honestidade e qualidade” Gerson Lorenzi


 

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