Matérias

Edição 148
CONCRESUPER

A soberania do concreto

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 23/03/2021



Em 28 anos, Concresuper produziu mais de 3 milhões de m³ de concreto, com presença em grandes obras de toda a região Oeste do Paraná

Olhe à sua volta. Tudo o que você vê, a cidade com seus edifícios, casas, comércios e indústrias, as pontes, viadutos, barragens, enfim, tudo o que se chama de civilização foi erguido com concreto. Impossível imaginar a arquitetura moderna sem o concreto armado. É, como dizem, a pedra que o homem inventou. 

A mágica mistura de pedra brita, areia, cimento, água e aditivos - considerada por muitos como os “ombros do mundo” -, parece simples. Mas não é. Existem inúmeras variantes que tornam o concreto um material complexo e impiedoso. “Não é para amadores”, frisa o engenheiro civil Marcos Fontana, sócio-proprietário da Concresuper.
 
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E de concreto ele entende. Somente à frente da Concresuper são 28 anos e mais de 3 milhões de m³ de concreto. Sabe o que isso significa? Significa que a Concresuper ajudou a erguer as grandes obras de Cascavel e região. Para se ter ideia, nas duas torres do Central Park, foram 15 mil m³. No Shopping JL, 28 mil m³. E assim por diante.

Nada sem alto investimento em estrutura, pesquisa, equipamentos e pessoas. Quando começou, em 1993, Marcos tinha dois caminhões pequenos e uma única usina em Cascavel. Hoje, são 45 caminhões e unidades em Toledo, Marechal Candido Rondon, Palotina e Guaíra. Isso sem falar das usinas móveis, que podem ser instaladas nos canteiros de obras, agilizando o trabalho. “Temos tecnologia para atender qualquer tipo de obra com rapidez, qualidade e segurança”, afirma.

Tudo cronometrado
E agilidade é uma palavra-chave quando se fala em concreto. Não se permite atraso. A logística, neste caso, é uma questão de competitividade. Desde que sai da usina, o caminhão betoneira tem, no máximo 2h30, para chegar até a obra e descarregar todo o concreto. Há que se avaliar também as condições de clima. Se as temperaturas muito baixas paralisam a reação química que promove o endurecimento da mistura, o calor extremo pode levar às fissuras e trincas. Entram aí as soluções, caso a caso, minuciosamente estudadas em laboratório próprio.

São pequenos detalhes que fizeram da Concresuper mais que uma usina de concreto, uma empresa referência em gestão. “Tudo tem de estar perfeitamente alinhado”, explica. “É uma engrenagem que se retroalimenta e nenhuma peça pode falhar”. Problemas comuns, como a quebra de caminhão na estrada e enrijecimento do concreto dentro da betoneira, sempre foram vistos pelo empresário como aprendizado. 

Não é à toa que conquistou tanto know how na área. Conhecimento este agora repassado ao filho e também engenheiro, Victor Fontana. “Já começamos a sucessão na empresa. Tudo muito bem orientado, pois trata-se de um mercado sensível que exige múltiplas qualidades, entre elas resiliência”, diz. “Sempre fui cauteloso com crescimento, pois os investimentos são altos. E este continuará sendo nosso posicionamento”.

OUTROS PILARES
Formado em engenharia civil em São Paulo, o londrinense Marcos Fontana chegou em Cascavel em 1985 para trabalhar na Construtora Formato. Após dois anos, surgiu a oportunidade de um novo negócio em Curitiba e, com os Planos Cruzados I e II, quebradeira geral. “Fiquei desempregado e fui vender cozinha planejada”, conta. Em 1987, entrou na Concretex, concreteira de um grupo suíço, onde trabalhou seis anos como gerente de filial. 

Quando a Concretex abriu sistema de franquias, em 1993, Marcos assumiu, permanecendo mais dez anos com a mesma marca, migrando depois para Concresuper. Aos 63 anos, o engenheiro que já sobreviveu a diversas crises, projeta o futuro ancorado na própria natureza do concreto, não permitindo fraquezas ou falhas. E, se o horizonte é de incertezas, o caminho é concreto. 
 

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