Matérias

Edição 148
MERCADO PET

O trio da Dimevet

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Bruno Mafra

Publicado em 23/03/2021



Débora, Patricia e Mayara se uniram pela vontade de empreender, e, respeitando o perfil de cada uma, construíram mais que um negócio, construíram uma marca: a Dimevet!

Débora Dalzochio é médica veterinária. Patricia Dalzochio Fávero é formada em Direito. Mayara de Lirio Vieira é administradora de empresas. O que essas três mulheres têm em comum? Além de serem sócias do Centro Veterinário Dimevet, elas comungam de um conceito simples quando se empreende: coragem. E não é só coragem de perseguir um sonho, construir um prédio e abrir um negócio, não! É coragem de acreditar na diversidade. 

Na Dimevet, isso é nítido. Com personalidades distintas, as três sócias se alinham numa gestão altamente eficaz, formando um verdadeiro tripé: excelência na medicina veterinária, administração saudável e marketing dinâmico. Por esse modelo, a empresa chega a seu terceiro ano de vida muito bem posicionada.

E não é somente esta competência organizacional que faz da Dimevet um centro de referência. Orgulho de toda equipe, o moderno prédio de 1,1 mil m², na Rua General Osório, 2972, foi concebido exclusivamente para sediar um sonho. 

SONHO COMUM
No último ano de faculdade, Débora ainda estava indecisa sobre que caminho seguir. Com essa inquietação em mente, começou, juntamente com o colega Luiz Carlos Vieira, pai de Mayara, uma pós-graduação em Londrina na área de imagem. Durante as viagens, nasceu a ideia da Dimevet, inicialmente para ser um centro de diagnóstico por imagem. O nome escolhido já denunciava sua intenção. “Não tínhamos ideia de hospital completo. Mas logo que começamos a ver o projeto e correr atrás, tudo foi se tornando realidade”, explica. 

Porém, neste mesmo tempo, ela começou residência na Universidade Federal de Lavras (MG), e, lá, percebeu que queria mais. “A ideia de só fazer imagem já não agradava mais. Eu queria conhecer a história do animal, acompanhá-lo do começo ao fim do tratamento”, afirma. Diante disso, realinhou os planos e confidenciou ao futuro sócio a ideia de montar um centro completo. 



Em agosto de 2018, nascia a Dimevet. “O primeiro ano foi desafiador, eu tinha 25 anos e não sabia nada de empreendedorismo. Imaginava uma coisa, mas na prática acontecia outra”, confessa. “Por exemplo, pensava que era só abrir as portas e os clientes apareceriam. Aprendi que não é bem assim. Além de muita propaganda e reforço de marca, é preciso mantê-los”. 

Focada num único objetivo, o de dar certo, foi juntando as peças necessárias. Naturalmente, Luiz Carlos migrou para sua especialidade e abriu caminho para a filha. “A Mayara já atuava como administradora e, com a saída do pai da sociedade, trouxe para o negócio uma nova energia”, observa a empresária. Ainda faltava uma ponta.

Era Patrícia. Com formação em Direito e com um talento natural para comunicação e redes sociais, assumiu a parte de marketing da empresa. Com as três alinhadas, um crescimento respeitável. “Credibilidade e performance. É isso que entregamos. Não pensamos em crescimento quantitativo, mas qualitativo”, diz Patricia, lembrando que, no centro veterinário, os pets podem passar tanto por procedimentos comuns à rotina, como vacinação, ultrassom e limpeza de dentes, quanto como cirurgias mais complexas. 

Nesta caminhada elas também mudaram o posicionamento. “Quando abrimos, a ideia era ser uma rede de suporte para clínicas, com a terceirização de exames. Mas crescemos ao ponto de focar no cliente final também. Hoje, buscamos atuar com muita competência nestes dois eixos”, reforça Mayara. 

INTERDISCIPLINARIDADE
Embora as universidades continuem generalistas na formação dos veterinários, o mercado tem exigido especialização, pois os tutores buscam diagnósticos precisos. É neste vasto espectro de especialidades veterinárias que a Dimevet caminha. Com um detalhe: a maioria dos profissionais também atua em sala de aula. “São professores que estão em constante aprimoramento, estudo e pesquisa”, frisa Patricia. 

E, além de uma equipe qualificada, equipamentos de ponta para oferecer tratamento e atendimento de primeira. Tudo isso também credenciou o hospital a atendimentos mais complexos, de animais selvagens, tanto particulares quanto do zoológico e do Parque Nacional do Iguaçu.
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SEM AMOR, NADA SERIA
Nenhuma outra palavra define tão bem a essência da Dimevet quanto o substantivo “amor”. É um preceito inerente a todos. Quase um legado geracional. “Impossível trabalhar num hospital veterinário sem amar os animais”, refletem as sócias. E é com base neste amor que elas também tentam quebrar paradigmas. Um deles é fazer os tutores se preocuparem com a prevenção. 

Em resumo, a ideia é fazer check ups periódicos para prevenir doenças (entra aí a vacinação), detectar problemas graves precocemente e garantir um tratamento mais assertivo. Outro, é educar para a perda. “A decisão de ter um animal de estimação requer responsabilidade e consciência de cuidados”, afirma Débora. “Quando um tutor perde um animalzinho, sofremos junto. Respeitamos o sofrimento, mas é um dever nosso falar sobre o luto”.

1.100 M² DE CARINHO
Se o carinho e a fé fazem parte da recuperação dos humanos, com os bichinhos não é diferente. Na Dimevet, tutores e pets têm tratamento humanizado. Desde a recepção, com atendimento personalizado, fazendo também um acompanhamento semestral, à preocupação para respeitar o luto do tutor. “Pensamos muito no bem-estar de todos. A gente se importa se o animal não gosta de ficar o tempo todo na gaiola, se ele tem alimentação especial, a gente faz tudo que for possível para deixá-lo mais confortável e os tutores mais seguros”, ressalta Patricia.

 

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