Matérias

EMPREENDER

Vale a pena investir em microfranquia?

Texto Assessoria de Imprensa

Publicado em 07/07/2021


Quem responde é Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT. Ela analisa cenário e desmistifica investimento neste modelo de negócio

As microfranquias são conhecidas por serem uma opção mais barata para empreender, uma vez que tem investimento inicial inferior a R$ 105 mil reais, tem crescido na pandemia. Segundo o Grupo BITTENCOURT - consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de negócios - o formato tem sido buscado por alguns empreendedores por conta das mudanças no panorama econômico brasileiro nos últimos anos.

O modelo, segundo Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT, é uma alternativa do trabalhador recém-desempregado se manter profissionalmente ativo e investir o dinheiro recebido da rescisão em algo que lhe dê retorno financeiro no curto e médio prazo. “No Brasil existe um grande mercado para esses pequenos empresários, uma vez que mais de 90% das empresas no Brasil são de micro e pequenos empresários e um percentual desses empresários são os franqueados.

As microfranquias contribuíram e vão continuar contribuindo com a formalização de alguns negócios no Brasil que atuavam na informalidade, e consequentemente com a arrecadação de impostos e com a geração de empregos”, explica.

No entanto, é importante não se deixar levar somente pelos pontos positivos como menor investimento, facilidade de ser operada e o rápido retorno. Ao longo do tempo os formatos foram se multiplicando e hoje são bastante variados, desde franquias home based, em que a pessoa opera de sua própria casa, até franquias de venda direta, móveis, digitais e etc.

O que difere das demais operações é o investimento inicial e não o modelo de negócio. “A inovação dos segmentos, o alcance de novos canais de distribuição, a busca por novas oportunidades e nichos, especialização, otimização dos processos são fatores que contribuem para a multiplicidade de formatos das operações”, completa a especialista.

Cuidados
O principal cuidado para quem deseja se aventurar neste formato de empreendimento é avaliar se a estrutura da franqueadora e o suporte oferecido suprirão a inexperiência em determinados aspectos que podem ser vitais para atingir os resultados projetados. 

Na maioria dos casos o próprio franqueado é quem realiza os serviços, prospecta clientes e cuida da administração do negócio - tudo ao mesmo tempo. “É importante ter em mente que há algumas vantagens, mas que uma baixa taxa de investimento inicial nem sempre é suficiente. O empreendedor deve ter um capital de giro para sustentar o negócio nos primeiros meses ou até que atinja o ponto de equilíbrio”, aconselha.

Por isso, é essencial fazer um planejamento financeiro e avaliar se, de fato, o negócio irá atender as expectativas de ganho. “Importante ter em mente que uma microfranquia é um negócio como outro qualquer, que exige os mesmos cuidados, empenho e dedicação”, complementa.

Desafios
Como geralmente o início envolve uma boa dose de aprendizado da operação, o empreendedor deve ficar atento a todos os possíveis erros que podem estar acontecendo e corrigi-los imediatamente. “O negócio no seu estágio inicial é muito sensível, uma vez que está se construindo uma clientela, uma imagem no mercado, o relacionamento e engajamento com a equipe – isso é o que vai garantir que a experiência do cliente seja excepcional e ele retorne”, comenta. E mais. É o franqueado que vai dar o ‘tom’ e a energia do negócio, um líder morno, terá um negócio morno. “Um líder que tem brilho nos olhos, fará a equipe ter também brilho nos olhos”, finaliza.

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Importante: Comentários com conteúdo sensível, impróprio ou que for considerado inadequado – por qualquer motivo, a critério do moderador – serão sumariamente deletados.

Deixe seu comentário.
×

Assine Aldeia

Por apenas R$ 9,90* / mês.

Deixe seu telefone, nós ligamos para você.
Venha fazer parte da nossa tribo!