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Edição 155
PSICOLOGIA

Seu filho precisa de terapia?

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Allan Tavares

Publicado em 12/10/2021

O apoio de um profissional pode ser decisivo para resolver ansiedade, depressão e outras angústias. Saiba como e quando procurar ajuda
 
Fase de muitas descobertas, a infância também é um período em que podem aflorar dificuldades emocionais. Estas dificuldades costumam ser mais latentes em fases de adaptação, como mudança de escola e separação dos pais, por exemplo. Há ainda a sobrecarga do mundo contemporâneo, em que cada vez mais as crianças estão perdendo a essência da infância. Como consequência, ansiedade, estresse, irritabilidade, desatenção e até tristeza.

Como ainda não sabem entender e tampouco nomear o que sentem, a terapia pode ser um caminho para ajudá-los a lidar com as emoções. Cabe aos pais e pessoas de maior convívio, portanto, identificar mudanças extremas de comportamento. “Criança feliz é a criança que está brincando e interagindo com o seu meio despreocupada. Quando isso não ocorre pode ser um sinal de que algo está errado e deve ser investigado”, explica a psicóloga Carine Zandoná.

O atendimento precoce, afirma Carine, permite que os conflitos emocionais não se arrastem para a fase da adolescência. “Devem ser abordados com muita cautela e entendimento para não deixar sequelas emocionais”, reforça, lembrando que o ideal é a partir dos quatro anos, quando a criança já expressa seus sentimentos com maior clareza. 
 
Carine Zandoná: terapia ajuda as crianças a lidar com conflitos do dia a dia

COMO FUNCIONA?
A terapia vai ajudar a criança a se entender, a entender as suas dificuldades e a superá-las. A criança vai elaborando seus conflitos através do brincar, jogos e atividades propostas. “Cada criança tem uma preferência por alguma atividade. No contexto terapêutico é possível criar estratégias e soluções para os conflitos emocionais existentes”, observa a psicóloga.

Importante nesta fase é estabelecer um vínculo de confiança. Desta forma, com empatia e acessibilidade, cria-se um ambiente acolhedor e seguro. Cada criança, frisa, é única e deve ser respeitada quanto ao seu estado emocional e fase de vida. Não há como classificá-la dentro de um padrão. “A psicologia usa apenas referências e não métodos absolutos. Devemos estar atentos à necessidade de cada pequeno ou adolescente e respeitar sua integridade física e emocional”.
 

“Os maiores psicólogos dos filhos são os pais. Eles precisam se capacitar, ler muito a respeito do desenvolvimento, respeitar cada fase e educar com limites e amor”

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