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Edição 155
CONFEITARIA

Dá até dó de comer!

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Kauã Veronese

Publicado em 25/10/2021


Mãe e filha transformam tradição familiar de fazer bolachas em verdadeiras obras de arte, incríveis e super coloridas!

Como se fossem peças rendadas, as bolachas produzidas por dona Alzira Iaschombeck e a filha Rosângela chamam tanta atenção que não raras as vezes os clientes demoram comer. Alguns nem comem. E não há quem não se apaixone pelas bolachinhas. 
 
Dona Alzira e Rosângela: sinergia perfeita entre mãe e filha

Criada há quatro anos, a Biscoito Mãe Alzira combina tradição familiar e inventividade. Nascida no Rio Grande do Sul, dona Alzira aprendeu a fazer bolacha com a mãe. Eram bolachas rústicas, de pau-a-pique, assadas em forno à lenha. Com o tempo, as receitas foram sendo incrementadas até ganharem o toque de Rosângela.

Hoje, mãe e filha se dividem na produção. Enquanto a mãe faz a massa e corta manualmente cada bolachinha, a filha pinta, ou melhor, borda, inspirada principalmente em técnicas russas. A especialidade delas é mesclar receitas brasileiras com europeias e americanas. “Eu pesquiso na internet e traduzo para a minha mãe. Aí ela incrementa com alguns segredinhos”, afirma Rosângela.
 
França, Austrália, Estados Unidos e Canadá já experimentaram as delícias da Mãe Alzira

As produções feitas no pequeno sítio em Campo Bonito, cidadezinha de 4 mil habitantes, já viajaram o mundo. Além de vários lugares do Brasil, as bolachinhas foram para a França, Austrália, Estados Unidos e Canadá.

“Eu amo fazer bolacha. Se estou triste, vou para a cozinha e tudo fica bem”, frisa dona Alzira, que atualmente faz mais de 15 variedades, incluindo bolacha de gengibre, chocolate, manteiga, milho, laranja, entre outras. “Fazemos por amor. É uma grande paixão familiar”, conclui.
 
Dona Alzira, filha de descendentes de italianos e russos, une várias culturas em suas bolachinhas

PINTURA À MÃO
Quando as delicadas receitas de dona Alzira chegam às mãos de Rosângela, transformam-se. Conciliando o trabalho com sua outra empresa, a Moça Prendada, ela eleva as bolachinhas a outro nível. É minuciosa nos traços e perfeccionista a ponto de descartar por “erros” imperceptíveis.
Suavidade e delicadeza em cada criação

“Eu pinto com bico de confeiteiro. Não há segredo, só mão firme e muita, mas muita prática”. Em média, pinta uma bolacha a cada cinco minutos. Detalhe: ela nunca fez curso e nem pintou nada antes. “Sou uma curiosa e coloco a alma em tudo o que faço”.

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