A revista mais premiada do Paraná
14 anos de história
Edição 156
UNIGUAÇU

O uso de finasterida no tratamento da alopecia feminina

Texto Assessoria de Imprensa
Foto(s) Divulgação

Publicado em 29/11/2021


Vários fatores podem estar envolvidos na queda de cabelo, como hereditariedade, uso de medicamentos, processos inflamatórios, fatores ambientais e hormonais, estresse, tabagismo e idade

A perda de cabelo afeta a autoestima. O estresse, desnutrição, doenças associadas e desequilíbrios hormonais são causas comuns. A alopecia androgenética (AA) é caracterizada como a perda de cabelo que ocorre com maior frequência em homens do que em mulheres.

Vários fatores podem estar envolvidos, como: hereditariedade, uso de medicamentos, processos inflamatórios, fatores ambientais e hormonais, estresse, tabagismo e idade. 

Em mulheres, a AA é chamada de calvície feminina ou queda de cabelo hormonal difusa. Esta alteração é determinada geneticamente, e pode sofrer influência dos hormônios androgênicos que podem acometer mulheres a partir dos 50 anos.

É comum que as alterações surjam durante ou após a gravidez, menopausa, e durante o uso de anabolizantes. É importante relatar que o papel dos andrógenos neste tipo de alopecia é pouco claro. 

Em relação ao tratamento, a finasterida é um fármaco que pode falhar em prevenir a progressão de queda de cabelos em mulheres, uma vez que o aumento dos níveis circulantes de andrógenos pode não estar envolvido.

Entretanto, seus receptores e os níveis da enzima 5α-redutase estão aumentados na região frontal, e os níveis da enzima aromatase (responsável pela conversão de testosterona em estrógenos) estão mais elevados na área occipital e linha frontal feminina em relação aos homens.

É importante salientar que independente da etiologia, a alteração do folículo capilar em homens e mulheres parece ser a mesma, havendo via comum na miniaturização folicular. 

Embora a alteração seja indistinguível entre os sexos, além da área de maior acometimento ser diferente, há indícios de que mais cabelos sejam miniaturizados em homens do que em mulheres. Em mulheres jovens, há ainda menos evidência científica de que esse medicamento possa funcionar.

Além disso, por ser uma medicação que recentemente vem sendo estudada em mulheres, pouco se sabe sobre os seus possíveis efeitos colaterais e riscos a longo prazo.






 
Dra. Tatiany Faria, PhD.
Professora da Pós-graduação em Medicina do Esporte 
e Nutrição Funcional e Fitoterapia da UNIGUAÇU
Doutora em Farmacologia /UFSC
Pós-doutora em Farmacologia/UFSC
Pós-doutora em Nanotecnologia/UFSC
Pós-doutora em Bioquímica/UFSC

Deixe seu comentário

Expresse, fale, opine, sugira! Nós queremos fazer nossa Aldeia cada vez melhor.

Importante: Comentários com conteúdo sensível, impróprio ou que for considerado inadequado – por qualquer motivo, a critério do moderador – serão sumariamente deletados.

Deixe seu comentário.
© 2022 REVISTA ALDEIA Todos os direitos reservados.
Alguma dúvida? Nos te ajudamos. Ligue: (45) 3306-5751