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BANANADA

Cultura, brasilidade e muita música!

Texto Gabriel Portella
Foto(s) Photitas

Publicado em 10/12/2021


Tuyo, RRocha e Fusage representaram a região Sul no Bananada BR, uma iniciativa audiovisual de nove episódios que une música e conteúdos diversos

Imagina um festival que busca, entre as suas diversas propostas, reunir artistas de todas as regiões do país e apresentar um panorama completo da música brasileira? Esse é o Festival Bananada! Durante três finais de semana, o Festival Bananada reúne mais de 30 artistas brasileiros, de todos os cantos do país, em apresentações inéditas através do projeto Bananada BR, uma iniciativa audiovisual de nove episódios que une música e conteúdos diversos.

Em uma entrevista exclusiva para a Revista Aldeia, o organizador e diretor artístico do festival Lucas Manga comenta que foi desafiador planejar o projeto online, mas que está contente com o resultado e com o retorno dado pelo público. “A gente sempre se propôs em falar com micro camadas e nichos”, explica Lucas. “Temos um público muito cativo e fiel, os dados comprovam isso, então estamos muito felizes”.

O organizador também explica que o formato online trouxe várias oportunidades para o festival e para os artistas. Lucas expõe que uma das mudanças que não será mais deixada de lado no Bananada é a incorporação de experiências audiovisuais ao festival. Para ele, a indústria e os profissionais do audiovisual sempre alimentaram o processo de vendas de ingressos para os eventos, mas nunca foram bem valorizados, realidade que deve mudar a partir de agora.

"Conseguimos entender a importância do trabalho dos profissionais do audiovisual tanto na manutenção da nossa sanidade quanto na manutenção do modelo de negócio de eventos. O ramo de audiovisual manteve os eventos em pé durante um ano e meio e esquecer deles agora é ser ingrato e ser retrógrado”, observa.

O Sul do Brasil no Bananada!
Os grupos musicais Tuyo e Fusage e o cantor RRocha foram os responsáveis por representar o sul do país no Bananada BR. Em entrevista exclusiva para a Aldeia, RRocha, que já participou da versão presencial do festival, comenta que ficou maravilhado com toda a produção.  “Eu fiquei feliz em estar participando em um line-up tão plural, de vários lugares do Brasil, de vários estilos musicais, que cobre o rock, o pop, o rap, fiquei muito contente com o resultado final acho que isso é um legado não só para o momento mas um legado que vai ficar para muitos outros”.

O cantor gaúcho fala que há uma cultura muito bairrista no estado, o que acabou excluindo-os um pouco do resto do país, mas que, como representante do Sul, ele acredita ser necessário eles voltarem a aparecer de forma plural.  “Nós sempre achamos que éramos auto suficiente só que o rock gaúcho passou a ver que não era, então passamos a se conectar com outros lugares e enaltecer esse trabalho de uma forma muito importante”, explica o artista.

Segundo o IBGE, o setor cultural foi um dos mais afetados pela pandemia do coronavírus, perdendo mais de 600 mil trabalhadores. Segundo RRocha, o formato online do festival promoveu oportunidades, mas que deve ser incorporado por todos a aprendizagem ganha no último ano daqui para frente.

“É papel dos festivais, papel das marcas, papel dos veículos desenvolverem projetos que dialogam com esse caráter híbrido. Ter uma apresentação ao vivo, mesclar uma participação de público, mas continuar online. Uma coisa não substitui a outra, as apresentações presenciais são importantes e tudo tem o seu lugar”, aponta o cantor.

Olhando para o futuro!
Não há como voltar, o Festival Bananada de 2022 será híbrido e tentará ocupar todos os espaços possíveis, principalmente após o lançamento do NFT (Token Não Fungível) e as campanhas de criptomoedas em torno do festival. “O Bananada é uma ferramenta e a gente não se abstém da responsabilidade de fomentar esse modelo de negócio como um todo”, explica o organizador do festival Lucas Manga. “Eu acho que o objetivo para o ano que vem é esse: como que a gente faz para, em um ano, fazer valer a pena o ano que a gente ficou parado?”
 
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RRocha, foto Larissa Luz


*O festival ainda não tem data para o próximo ano mas a organização garante uma experiência única e repleta de novidades.

 

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