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CINEMA

Mestre Sirso leva Cascavel para o mundo

Texto Assessoria de Imprensa

Publicado em 11/01/2022

Documentário Mestre Sirso está com pré-lançamento marcado no Rio de Janeiro. Em 2022, o filme vai circular em festivais e streaming e também vai fazer parte de uma campanha de distribuição de impacto

O documentário “Mestre Sirso: quando o mundo é silêncio a vibração é mestre”, dirigido por Emanuela Palma, leva de Cascavel para o mundo a história de Sirso, um homem negro e surdo, que encontra na Capoeira a inspiração para transcender as barreiras do racismo estrutural.

O documentário longa metragem foi exibido em Cascavel, em outubro de 2021, numa sessão exclusiva para convidados, no Centro Cultural Gileberto Mayer. Em novembro houve uma exibição on-line, organizada para os cerca de 500 benfeitores que apoiaram a produção do filme na Campanha de Financiamento Coletivo, realizada em 2020.

Muitas pessoas foram impactadas e se emocionaram com o documentário. “Estamos bem felizes em dar visibilidade a essa história que retrata a de muitos negros e surdos em nosso país”, relata Emanuela Palma. Assista o trailer que está disponível no site www.mesteesirsofilme.com.br
 
Em 2022, o filme vai circular em festivais e streaming e também vai fazer parte de uma campanha de distribuição de impacto, para chegar a espaços que potencializam o debate sobre a inclusão e o racismo.  A primeira exibição presencial do ano já está agendada para o dia 11 de fevereiro, às 19h, Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. 

Sinopse
O documentário Mestre Sirso revela uma história atravessada pelo racismo estrutural, um retrato do Brasil profundo. Morador de Cascavel, no Paraná, aos quatro anos de idade ele perde a audição, em 1974, vítima da epidemia de meningite, negada pelo governo da ditadura militar. A vida se ressignifica quando Sirso entra na Roda de Capoeira, sente a vibração do som do berimbau e rompe o silêncio.

Pré-lançamento 
Confirmado o pré-lançamento do documentário na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio. A sessão está marcada para às 19h. 

Realização 
O filme “Mestre Sirso: quando o mundo é silêncio a vibração é mestre” propõe dar visibilidade a história de um homem negro, surdo e sua luta contínua por inclusão, que representa a luta de muitos outros negros e surdos no Brasil. O projeto também promove a Capoeria como espaço de formação, construção de identidade e um poderoso recurso terapêutico, além de reafirmá-la como manifestação cultural, reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade pela Unesco. 

Morador da periferia de Cascavel, no Paraná, Sirso perde a audição aos quatro anos de idade, vítima de meningite, durante a epidemia que atingiu o Brasil, em 1974. A transformação em sua trajetória começa na adolescência quando entra na Roda de Capoeira e sente a vibração para romper seu silêncio. O estímulo vem do professor na época, que segue como seu Mestre de Capoeira e na vida, o Mestre Mestrinho. 

Na trajetória de negro e surdo de Sirso, a Capoeira é arte, experiência educativa e terapêutica, que se reafirma como manifestação cultural, espaço de formação e liberdade de expressão. Essa experiência individual mostra como a Capoeira promove a cultura popular brasileira e transfigura vidas. Uma luta, um jogo, uma dança que ensina o respeito na convivência entre diferentes, seja nos centros urbanos ou nas periferias. 

Capoeira e inclusão
A inclusão de pessoas surdas nos espaços é um desafio social coletivo. Mestre Mestrinho incentivou Sirso entrar na Roda de Capoeira e valorizou suas "eficiências", o que possibilitou o desenvolvimento da fala e de capacidades desconhecidas. A luta por inclusão continua. Sirso desenvolve a fala, aprende a tocar os instrumentos da Capoeira, torna-se Mestre, faz a faculdade de Educação Física e cursa especialização na mesma área. 

O sonho de Mestre Sirso é trabalhar na educação, como professor de Capoeira, mas continua como serviço geral em uma ONG. A realização deste documentário permitirá que a história dele tenha visibilidade além das fronteiras da cidade de Cascavel. O filme convida o espectador a refletir sobre os processos educacionais enfrentados pelas pessoas com deficiência auditiva, na trajetória incomum de Mestre Sirso e sua insistência em buscar o aprendizado, lutando pela inclusão dos surdos na Capoeira, na sala de aula, no mercado de trabalho e na sociedade. 

Sobre a produção 
O documentário Mestre Sirso foi produzido de forma independente, com produção e direção de Emanuela Palma, que assina seu primeiro longa metragem. Ela conheceu Mestre Sirso durante uma produção na cidade de Cascavel e se encantou com a história dele. As gravações começaram em 2016 e o filme foi finalizado em novembro de 2021. 

O projeto foi um dos 24 selecionados para a segunda edição do programa Matchfunding BNDES, que apoia iniciativas que deixam legado para o Patrimônio Cultural brasileiro. No contexto da luta antirracista, a realização desse filme promove a Roda de Capoeira como espaço de formação e  construção de identidade de corpos negros, e ainda propõe uma reflexão sobre a inclusão de pessoas surdas nos espaços sociais.

Reflexão social
A capoeira como ferramenta de inclusão social e cidadania. Na Campanha de Financiamento Coletivo, realizada pela plataforma Benfeitoria, em novembro e dezembro de 2020, alcançamos a meta mínima com mais de 500 benfeitores apoiando o projeto e conquistamos o aporte financeiro do BNDES para produção do documentário. www.benfeitoria.com/mestresirsofilme

•    Trailer  YOUTUBE: https://www.youtube.com/mestresirsofilme
•    Fanpage: https://www.facebook.com/mestresirsofilme/
•    Instagram: @mestresirsofilme
•    Site: www.mestresirsofilme.com 
 

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3 COMENTÁRIO(S)

Assisti o documentario emocionante a historia de mestre Sirso, enriquecendo a cultura do nosso país e a inclusão social social...
comentado por Ivone Ramos em 12/01/2022
O documentário é muito bom! Sendo um estímulo a todos com deficiência ou não, pois, quando traçamos um objetivo é possível alcançá-lo mesmo diante de tantos obstáculos. Comprometimento, responsabilidade empatia do Mestre e do grupo de Capoeira que o apoio, contribuindo com seu desenvolvimento.
comentado por Isabel em 12/01/2022
Gostei muito, achei muito motivador, inspiração pra não desistirmos de nada, que apesar das dificuldades não desistiu
comentado por Roselei kurz em 12/01/2022
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