Matérias

O ex-bilheteiro

Publicado em 15/03/2017

O ex-bilheteiro do Morumbi revela a fórmula que o levou da periferia de Cascavel para os palácios do poder na capital: ele não abre mão de comandar tudo pessoalmente, não terceiriza responsabilidades e venera atitudes na linha do “faça você mesmo”

Texto Rejane Martins Pires
Fotos Vanderson Faria
Adelino Ribeiro é assim. Tem um jeitão pacato, fala simples, gosta de estar com o “povão” e jamais cogitou deixar a periferia. Aliás, mora no Bairro Morumbi desde 1975. E, são desta época, suas melhores lembranças. Nascido em Goioerê, mas criado onde o pai, um foguista de serraria, conseguia emprego, Adelino começou a trabalhar muito cedo. Aos dez anos, perdeu um dedo numa serraria. Aos 13 anos, já em Cascavel, começou a vender loteria. Tudo por acaso. Para ele, sorte. “Sorte de encontrar pessoas boas”, diz, referindo-se ao homem que deu as primeiras lições na arte de vender “bilhete”. Engraxate de um restaurante no Trevo Cataratas, ele conheceu Abílio na longa espera de algum cliente. Deficiente físico e com dificuldades de se locomover, o vendedor colocava o garoto para abordar motoristas mais distantes. “Menino, corre ali! Menino, oferece para aquele motorista! Menino, olha lá, aquele parece estar interessado”. E assim, correndo de um lado para outro, o menino em questão, chegou em casa com um bom dinheirinho extra.






DEIXE SEU COMENTÁRIO

Importante: Comentários com conteúdo sensível, impróprio ou que for considerado inadequado – por qualquer motivo, a critério do moderador – serão sumariamente deletados.

Deixe seu comentário.
×

Assine Aldeia

Por apenas R$ 9,90* / mês.

Deixe seu telefone, nós ligamos para você.
Venha fazer parte da nossa tribo!