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Edição 120
CEONC

Tecnologia para vencer o câncer

Um dos equipamentos mais modernos do mundo

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Fábio Conterno

Ceonc dá um importante passo para ampliar sua atuação em oncologia com a aquisição do acelerador linear Elekta Infinity, um dos equipamentos mais modernos do mundo para tratamento do câncer

Paula Soares, médica oncologista: “Quando a gente dá um salto em tecnologia tem que dar um salto em equipe”

 

Quando se fala em tratamento do câncer, o esforço da tecnologia para encontrar caminhos mais eficientes é proporcional ao sonho de alguns visionários. A cada ano, os fabricantes colocam no mercado equipamentos mais rápidos e precisos. Hoje, o aparelho que representa esta vanguarda científica se chama acelerador linear.

E quem traz esta inovação para a cidade é o Ceonc. Aqui, o modelo escolhido foi o Elekta Infinity. Traduzindo em miúdos, é um equipamento usado para radioterapia, cuja maior vantagem do sistema convencional está na assertividade. Ou seja, ele identifica a lesão tumoral com mais precisão e preserva os tecidos normais. 

Com essa estratégia de entrega localizada, consegue aplicar doses maiores de radiação, com maior segurança, poupando o resto do corpo de altas dosagens. Os ganhos para os pacientes são consideráveis. “Trata-se de uma alta tecnologia que possibilita mais conforto aos pacientes, menos efeitos colaterais e mais qualidade de vida”, explica a médica radio-oncologista Paula de Cássia Soares.

Há outra questão aí. O tempo. No método convencional, uma sessão de radio dura em média 15 a 20 minutos. No Elekta, isso cai para 4 a 5 minutos. Detalhe: tudo milimetricamente esquadrinhado por uma tomografia acoplada. “A agilidade no processo poderá aumentar em 30% os atendimentos diários”, explica a médica.


Tecnologia só não basta

Estar na vanguarda tecnológica exige uma equipe altamente capacitada e alinhada. “Quando a gente dá um salto em tecnologia tem que dar um salto em equipe. Uma equipe mal treinada e pouco engajada não vai conseguir tirar o máximo de proveito da tecnologia”, explica. “E nunca podemos esquecer que estamos tratando o paciente e o tumor do paciente”, continua.

Dentro desta ótica não existe mais espaço para o médico individual. Para se escolher a melhor técnica, uma equipe multidisciplinar, cujo trabalho começa na recepção e segue um processo de múltiplas etapas, envolvendo médicos, físicos médicos, técnicos em enfermagem, enfermeiros e radioterapeutas. 

A previsão do Ceonc é começar a operar o Elekta em três meses. Depois da montagem, passará por uma fase de testes, treinamento de equipe e ainda precisa do aval da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “Este é um legado poderoso que o Ceonc está construindo para a cidade e região. Cascavel não perde para nenhum grande centro em termos de tratamento do câncer”, conclui Paula.
 

Equipe que estará à frente do Elektra Infinity: pessoas cuidando de pessoas

 

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