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Edição 120
Expoconstruindo

Fênix dos negócios

Uma feira que movimenta mais de R$ 15 milhões

Texto Rejane Martins Pires
Foto(s) Bruna Scheidt

Apesar de dolorida, a falência de um negócio é um momento de grande aprendizado. A duras penas, Ederson Milanezi se reinventou e hoje é responsável por uma feira que movimenta mais de R$ 15 milhões

 

Ederson Milanezi no espaço da Revista Aldeia, dentro da Expo Construindo: “Queremos ser o Show Rural da construção civil”

"Deve existir algum motivo para a nossa vida trilhar alguns caminhos". Foi a partir desta simples reflexão que o empresário Ederson Milanezi Filho, organizador da 4ª  Expo Construindo, falou à Revista Aldeia sobre algo antes nunca comentado: sua derrocada em 2015.


Naquela época, ele comandava o Portal Construindo e o mercado imobiliário literalmente parou. Muito franco, Milanezi conta que a feira nasceu por pura necessidade. “Estava com sérios problemas financeiros, filho pequeno, e precisava inventar alguma coisa”. Como já acompanhava o pai em feiras como expositor, conhecia os pontos frágeis, como organização, logística e estrutura. 


Então, por que não fazer algo melhor? De fato, a ideia era ótima, mas tinha um problema. Aliás, dois: tempo e dinheiro. Sem crédito na praça para recomeçar, recorreu a alguns parceiros antigos. “Se eu organizar a feira, você vem?”, indagava. Cara a cara, um a um, em menos de quatro meses, realizou a primeira edição com 40 expositores. “Ou dava certo ou eu saía pior ainda”, comenta.


Ali mesmo, lançou a segunda edição, com o dobro de estandes e público. Depois a terceira, sempre numa ordem crescente, e, em julho deste ano, a consagração: 150 estandes e mais de 20 mil visitantes em quatro dias.


O saldo positivo não para por aí. O evento é responsável pela movimentação de mais de R$ 3 milhões somente na montagem. Para se ter ideia, nos dez dias que antecederam o evento, mais de 500 profissionais trabalharam no Centro de Convenções. Em volume de negócios, calcula-se R$ 15 milhões. “Queremos ser o Show Rural da construção civil”, diz um Ederson mais maduro e seguro.
 

 

PÉS NO CHÃO

Apesar de dolorida, a falência de um negócio é um momento de grande aprendizado para o empreendedor. A duras penas, Ederson aprendeu que um negócio precisa ter maturidade e foco. “Há um caminho a percorrer e, quando você não tem estrutura financeira ou experiência, é importante começar pequeno e com os pés no chão”, pondera.

Há 12 anos ele não pensava assim. Às vésperas de concluir a graduação em Propaganda e Publicidade, largou o curso para abrir uma agência. Ao mesmo tempo investiu numa franquia, a Portal Cascavel. Sem retorno, migrou para o Portal Construindo. Em 2015 a crise se agravou e aí foi a gota d´água. Faliu. “Já vínhamos de uma situação difícil de São Paulo e só foi possível dar a volta por cima porque nos reinventamos com algo inovador e atrativo”, diz. “Talvez se não tivesse acontecido tudo isso, a feira não estaria onde está e eu não daria tanto valor a ela”, conclui. 
 

MAIS FEIRAS

Além da Expo Construindo, Ederson está organizando mais duas feiras: a Expo Med, direcionada para o segmento de medicina e saúde (em novembro), e a Expo Fest para o segmento de festas, agendada para março.

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3 COMENTÁRIO(S)

Poxa, o corretor me pregou uma peça. É Ederson. :)
comentado por Luis em 15/08/2018
Este é um grande merecedor! Conheço o seu caráter, profissionalismo e coração. Estes parceiros que apostaram nele, fizeram o melhor investimento de suas vidas. Parabéns Ederson, estou acompanhando de longe.
comentado por Luis em 15/08/2018
A maior dificuldade em reiniciar um negócio após uma falência é fazer com que os parceiros reconheçam seu envolvimento, sua transparência e sua vontade de acertar. Eu já vivi isto e aprendi a conhecer as pessoas que me cercavam.
comentado por Olavo Arsenio Fank em 14/08/2018
Muito bem apontado, obrigado pelo seu comentário =)
comentado por Revista Aldeia em 14/08/2018